Folha de S.Paulo

Confira 13 dicas para escolher móveis para apartamentos pequenos


Os apartamentos compactos veem sustentando o mercado de imóveis em São Paulo nos últimos dois anos.

A tipologia representou 31,5% dos lançamentos na capital de janeiro a outubro de 2014 e 28% no fechamento de 2013, segundo dados do Secovi-SP (sindicado do mercado imobiliário). Em 2010, eram 11%.

E a miniaturização dos apartamentos não deve se esgotar com a recente oferta de unidades, que chegam a 18 metros quadrados.

Além de esses imóveis terem o metro quadrado mais caro que uma unidade de dois dormitórios, por exemplo, é preciso ponderar os gastos com a mobília, que exige talento no jogo de encaixe.

"A decoração de um apartamento de 20 metros quadrados custa em torno de R$ 70 mil, incluindo móveis, eletrodomésticos e acabamento", diz Afonso Celso Bueno Monteiro, presidente do CAU-SP (Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo).

Confira algumas dicas para escolher os móveis certos para o microapê:

1. ANTES DE COMPRAR: liste os itens que serão colocados em cada espaço. Comece pelos móveis maiores e fundamentais, depois pense nos acessórios. Lembre-se de deixar espaço livre para a circulação.

2. NÃO ERRE NAS MEDIDAS: sabendo as medidas das peças que deseja e do ambiente que as receberá, use jornal ou fitas adesivas para simular o tamanho dos móveis no espaço.

3. ESPAÇOS AÉREOS. ocupe ao máximo os espaços superiores dos ambientes com armários, prateleiras, ganchos, suportes e nichos. Armários e móveis suspensos liberam o espaço de circulação e proporcionam leveza ao ambiente. Pés finos também são bem-vindos.

4. USO DA PAREDE: as paredes podem ser substituídas por divisórias ou estantes, assim, além de delimitarem cômodos, elas decoram e também ganham função de armazenamento.

5. ARMÁRIOS: eles não devem chegar até o teto. Detalhes de vidro ou acrílico e portas de correr e espelhadas aumentam a sensação de amplitude.

6. MARCENARIA PLANEJADA: se puder, invista em móveis feitos sob medida (eles costumam ser mais caros). Cada canto é aproveitado ao máximo e o espaço fica mais organizado. Paredes bem aproveitadas liberam espaços para a circulação.

7. MÓVEIS MULTIFUNCIONAIS: o móvel que acumula funções ajuda a reduzir a quantidade de peças no ambiente, aumentando o espaço livre e a sensação de amplitude. Alguns exemplos: banquinho que é mesa lateral, poltrona da sala de estar que é cadeira da sala de jantar, sofá-cama e baú que é também mesinha. Móveis dobráveis ou retráteis são outra alternativa.

8. MÓVEIS RETOS: o uso de móveis retos dá a sensação de continuidade e parece prolongar o espaço. Além disso, o design mais retilíneos funciona melhor, tendo em vista o encaixe e locomoção.

9. NA SALA DE ESTAR: a mesa de centro muitas vezes é um empecilho. O pufe pode substituí-la –e ainda servir como apoio para os pés e assento. Quando ele não estiver em uso, pode ser encaixado na estante ou embaixo da mesa lateral. Na escolha do sofá, opte por modelos com braços mais sequinhos ou até sem braços. Eles devem ter pouca profundidade (assim como todos os móveis em geral).

10. NA SALA DE JANTAR: opte por meses com pé central e cadeiras sem braço e mais estreitas.

11. CORES: de preferência para móveis com cores claras e adicione tons vibrantes e texturas em acessórios e peças menores. Evite peças com desenhos muito ornamentados, que poluem o ambiente. Se optar por cores mais escuras, capriche na iluminação.

12. ESPELHOS: são peças curinga. Coloque os espelhos em pontos estratégicos para dar mais profundidade e sensação de amplitude aos ambientes. A entrada, corredores e atrás do sofá são bons lugares.

13. DESAPEGO: regra de ouro. Escolha os móveis realmente necessários. Se o sofá será a peça chave da sala, talvez não haja espaço para a poltrona (e tudo bem).

Fontes: arquitetas Leila Dionizios e Ana Yoshida, design de interiores Cristina Barbara e escritórios de arquitetura MeyerCortez, Korman Arquitetos, KTA, RK Arquitetura & Design, Camila Klein Arquitetura e Interiores e Maithiá Guedes Arquitetura