Folha de S.Paulo

Sete dicas para agilizar a locação do imóvel


Segundo levantamento do Secovi-SP (sindicado do mercado imobiliário), as casas foram alugadas mais rápido em janeiro do que os apartamentos.

Para casas, o tempo para encontrar um locatário variou entre 15 e 36 dias. Os apartamentos demoraram um pouco mais: entre 22 a 46 dias, em média.

Em casa ou apartamento, confira dicas para não deixar o imóvel destinado ao aluguel encalhado.

1) MANTENHA O ESPAÇO CONSERVADO

Rodapés soltos, pisos arranhados, manchas na pintura ou espelhos de interruptores velhos geram uma impressão negativa. Em um cenário de oferta farta de imóveis, é provável que o inquilino encontre outra unidade melhor conservada pelo mesmo preço.

2) PENSE NO PERFIL DO LOCATÁRIO

Invista em melhorias compatíveis com o perfil do locatário desejado. Se é um apartamento pequeno, em um bairro nobre, para jovens profissionais com alto poder aquisitivo, pisos e marcenaria de qualidade são atrativos. Se é uma quitinete para estudantes, aposte em itens de baixo custo e boa durabilidade, como pisos laminados ou vinílicos. Ao contrário de quem compra apartamento, quem quer alugar tem sempre pressa em se mudar e raramente quer reformar.

3) CAPRICHE NAS FOTOS

Muitas pessoas começam a busca do imóvel pela internet e sequer cogitam visitar aqueles cujas fotos não mostram bem como ele é. Seja transparente e apresente o máximo de cômodo e ângulos possíveis. Isso ajuda a evitar que o cliente que não vai fechar visite a residência, economizando o tempo de todos na negociação.

O ideal é que os ambientes estejam bem iluminados, limpos e organizados. Não tire fotos contra as janelas e mantenha as luzes internas acesas. Há classificados, como o QuintoAndar, que oferecem o serviço gratuito de um fotógrafo profissional para registrar o imóvel.

4) MAXIMIZE A EXPOSIÇÃO DO IMÓVEL

É importante estar presente em vários canais da internet e redes sociais, com vídeos, fotos e contatos disponíveis.

5) SEJA COMPETITIVO NO PREÇO

Muitos proprietários colocam valores incompatíveis com a realidade do mercado e os imóveis acabam ficando encalhados. A internet facilita muito a pesquisa de preços. Dê uma olhada nos anúncios de imóveis similares ao seu. Os preços precisam ser condizentes com o momento atual do mercado. Não é porque o último inquilino pagava R$ 2.000 que o novo deverá pagar R$ 2.500.

Para se ter uma ideia, os contratos de aluguel residencial assinados na cidade de São Paulo em janeiro tiveram alta de 2,1%, se considerada a variação nos últimos 12 meses, abaixo da inflação pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) do período, de 4%.

6) FAÇA AS CONTAS

É melhor demorar três meses para alugar o apartamento por R$ 2.500 ou alugar em um mês por R$ 2.000? Além do valor do aluguel, é preciso levar em conta o prazo médio que os inquilinos tendem a ficar no imóvel e os valores do condomínio e IPTU. Em um cenário em que os inquilinos costumam ficar entre 12 e 18 meses no imóvel, pode ser mais interessante alugar mais rápido por um preço ligeiramente inferior do que deixar o imóvel parado.

7) SEJA FLEXÍVEL

Não é porque você já teve algum problema com um inquilino que todos os outros serão problemáticos. Alguns proprietários e imobiliárias exigem garantias exageradas ou muito restritivas, que dificultam a locação do imóvel.

Seja flexível também com multas e prazos. Alguns proprietários querem evitar a rotatividade de locatários e acabam impondo multa rescisória proporcional ao tempo total do contrato padrão de locação, que é de 30 meses. Como a maioria dos locatários geralmente fica menos que esse período, considere a possibilidade de só cobrar multa rescisória se o inquilino sair antes de 6 ou 12 meses. De que adianta ter uma multa maior se isso pode implicar em meses de atraso para ocupar o imóvel?