Folha de S.Paulo

Rogério Ceni não é o primeiro ex-jogador a assumir o clube onde é ídolo; relembre outros nomes e casos no Brasil


O São Paulo anunciou nesta quinta-feira (24) o ex-goleiro Rogério Ceni como novo treinador da equipe são-paulina. Ídolo do clube tricolor, Ceni chega para substituir Ricardo Gomes, demitido na quarta.

Essa não será a primeira vez que um ex-jogador adorado pela torcida dirigirá um time no futebol brasileiro. Poucas foram as vezes que a fórmula deu certo, mas o grande sucesso aconteceu justamente no São Paulo, com Muricy Ramalho.

Muricy Ramalho - São Paulo

Entre 1973 e 1979, Muricy Ramalho foi um meia habilidoso do São Paulo. Como jogador, faturou o Campeonato Paulista de 1975 e o Campeonato Brasileiro de 1977. Encerrou sua carreira em 1985, aos 30 anos, e em 1993 se tornou técnico do mexicano Puebla, time que defendeu. No ano seguinte, foi auxiliar de Telê Santana no São Paulo, mas foi só em 2006 que caiu nas graças do torcedor tricolor. Durante sua primeira passagem entre 2006 e 2009, ele ganhou três Brasileiros e aumentou sua idolatria com a frase "aqui é trabalho".

Júnior - Flamengo

Campeão pelo Flamengo da Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Estadual do Rio, Mundial, entre outros inúmeros títulos como jogador, o ex-lateral Júnior decidiu se aventurar como técnico. Ele não teve, porém, o mesmo sucesso. Em 54 jogos à frente do clube rubro-negro, o máximo que conseguiu foi um vice campeonato do estadual.

Falcão - Internacional

Antes de ser apelidado como o "Rei de Roma", o volante Falcão fez história no Internacional entre 1973 e 1980. Os únicos três títulos de Campeonato Brasileiro que o clube têm (1975, 1976 e 1979) foram com a ajuda do ex-jogador. Assim como Júnior, ele não teve sucesso como treinador do clube que foi ídolo. Em sua primeira passagem, em 1993, ficou apenas 17 jogos. Em 2011 conquistou o Campeonato Gaúcho, seu único título como técnico colorado. Já em 2016 teve um trabalho desastroso. Em cinco jogos, acumulou dois empates e três derrotas.

Renato Gaúcho - Grêmio

No Grêmio, Renato Gaúcho participou dos dois título mais importante do clube, a Libertadores da América e o Mundial de Clubes de 1983. Foi dele, inclusive, os dois gols da vitória tricolor por 2 a 1 sobre o Hamburgo, da Alemanha. Em 2010, foi anunciado com grande euforia peloes torcedores para dirigir a equipe, mas não conseguiu nenhuma conquista expressiva. Em setembro deste ano, Renato foi anunciado como novo técnico do Grêmio após um período de dois anos longe de futebol. Ele levou o time à final da Copa do Brasil e tem a chance de acabar com um jejum de 15 anos de seca de títulos nacionais da equipe gaúcha.

Basílio - Corinthians

Autor do gol que tirou o Corinthians de um jejum de 23 anos no Campeonato Paulista de 1977, Basílio entrou para a história do clube e tentou se eternizar como treinador. De 1985 a 1990 teve passagens como técnico, mas não teve sucesso e não conseguiu nenhum título.

Fernandão - Internacional

O ex-atacante Fernandão fez parte de um dos momentos mais gloriosos do Internacional na década passada. No clube entre 2004 e 2008, ele foi campeão gaúcho, faturou o título da Libertadores e do Mundial de Clubes e da Recopa Sul-americana. Em 2011, o jogador encerrou sua carreira no São Paulo, e no ano seguinte se tornou treinador. À frente do Inter foram 26 jogos, nove vitórias, oito empates e nove derrotas. Ele não conseguiu nenhum título e foi demitido ainda em seu primeiro ano. Em 2014, um acidente de helicóptero ocasionou a sua morte. Como homenagem, a diretoria do clube colorado fez uma estátua de Fernandão em frente ao Beira Rio.

Romário - Vasco

Com três passagens pelo Vasco, Romário conquistou praticamente todos os títulos expressivos do clube. A sua idolatria é tanta, que há uma estátua sua atrás de um dos gols do estádio São Januário, no Rio de Janeiro. Em 2007, o ex-jogador passou a comandar a equipe carioca. Sua passagem não durou nem uma temporada e não teve nenhum título.