Folha de S.Paulo

Vaivém de Doria: futuro prefeito de São Paulo recuou em pelo menos sete promessas desde a eleição


O prefeito eleito João Doria (PSDB) já recuou em pelo menos sete promessas de campanha antes mesmo de assumir o comando da Prefeitura de São Paulo, o que acontecerá no próximo dia 1º. Veja, abaixo, casos em que o tucano voltou atrás.

Aumento da velocidade nas marginais

A promessa era que os limites na Tietê e na Pinheiros voltariam a ser de 60 km/h na via local, 70 km/h na central e 90 km/h na expressa. Após uma série de ajustes, Doria chegou a uma salada de velocidades, com limites diferentes para determinados trechos e faixas.

Secretaria das pessoas com deficiência

Doria incluiu a pasta entre as que seriam extintas. Ele voltou atrás após reação negativa –inclusive do próprio PSDB, por meio da deputada federal Mara Gabrilli, que é cadeirante e considerou a decisão 'um retrocesso'.

Extinção de programa na cracolândia

Doria disse que acabaria com o Braços Abertos, de Haddad (que dá trabalho e moradia a usuário), e ampliaria o programa estadual Recomeço (de internações). Depois, decidiu acabar com a remuneração em dinheiro, mas manter hospedagem e refeições.

O tucano disse que o evento não seria mais no centro, e sim no autódromo de Interlagos. Um dia depois, o futuro secretário de Cultura, André Sturm, disse que o centro teria atrações, assim como outras regiões, e que o autódromo seria só um dos locais.

O tucano havia prometido zerar no primeiro ano de mandato a fila por vagas em creches, hoje de 133 mil crianças de zero a três anos. Mas, em entrevista ao lado de Doria, o futuro secretário de Educação, Alexandre Schneider, não se comprometeu com a meta.

Congelamento do salário de servidores

O prefeito eleito falou que congelaria o salário de todos os funcionários municipais durante o programa "Roda Viva", da TV Cultura. Um dia depois, porém, voltou atrás e disse que manteria os aumentos já negociados e previstos no orçamento.

Doria anunciou um pacote de austeridade em que todos os contratos teriam corte de 15%. Sobre os ônibus, ele disse que os cortes ocorreriam sem redução do serviço. Após ser criticado por empresários, afirmou que as viações ficariam de fora do corte.