Folha de S.Paulo

Relembre eleições e votações marcantes de 2016


De Trump ao "brexit', 2016 teve eleições com resultados inesperados. Com isso, o próximo ano deverá ter grandes mudanças na política mundial.

Relembre algumas das votações marcantes de 2016.

Rodrigo Duterte é eleito presidente nas Filipinas

Com uma campanha antissistema, Rodrigo Duterte foi eleito presidente do país asiático no dia 9 de maio. Desde que ele assumiu o cargo, em julho, mais de seis mil pessoas foram mortas entre policiais e civis.

'Gringo', PPK é eleito no Peru

O economista Pedro Pablo Kuczynski, 77, chamado de PPK, derrotou a favorita Keiko Fujimori e foi eleito presidente do Peru no dia 9 de junho. Com 50,1% dos votos, ele assumiu o cargo em julho. Ele passou mais de três décadas longe do país e fala com sotaque estrangeiro, é considerado um "outsider" (fora do sistema) na política e chega a ser chamado de gringo pelos críticos.

Reino Unido escolhe deixar a União Europeia

Em ruptura que ficou conhecida como "brexit" –fusão das palavras "saída" e "britânica" em inglês–, o Reino Unido optou por deixar a União Europeia no dia 24 de junho, abalando mercados financeiros e provocando uma onda de choque e incredulidade global. Com o resultado do referendo, David Cameron, que era primeiro-ministro, renunciou e foi substituído por Theresa May.

Com eleições adiadas por furacão, Haiti tem apuração à luz de velas

As eleições que terminaram com Jovenel Moïse como escolhido para ser presidente do Haiti foram conturbadas. O furacão Matthew, que matou mais de 800 pessoas no país, fez com que a votação fosse adiada. Ela já havia sido anulada em 2015, devido a fraudes. Devastado pelo desastre natural, o país teve a checagem dos votos à luz de vela em alguns pontos.

Trump é eleito presidente dos EUA

No dia 8 de novembro, Donald Trump, multimilionário e sem experiência política, foi eleito presidente dos Estados Unidos após derrotar a democrata Hillary Clinton –e contrariou a maioria das pesquisas. Com um discurso nacionalista, o republicano conquistou direita americana e promete mudanças. As eleições foram também marcadas pelo vazamento de e-mails da equipe democrata, que teriam sido atacados por hackers russos.

Áustria escolhe ecologista e rejeita extrema-direita

O candidato independente Alexander Van der Bellen, apoiado pelo partido Verdes, venceu as eleições presidenciais da Áustria no dia 4 de dezembro. Ele derrotou Norbert Hofer, que representava o Partido da Liberdade (FPÖ). A vitória surpreende na Europa em meio ao avanço de partidos de extrema-direita, como o de Hofer, além da Frente Nacional na França e a Alternativa para a Alemanha.

Italianos rejeitam mudanças na Constituição

Eleitores italianos rejeitaram proposta do então premiê Matteo Renzi de reformar a Constituição, no dia 4 de dezembro. Essa seria a maior mudança no texto desde a Segunda Guerra (1939-1945). Com a derrota, Renzi renunciou ao cargo e será substituído por Paolo Gentiloni.