Folha de S.Paulo

Schwarzenegger, astronauta e furacão Sandy: o que eles têm a ver com a saída dos EUA do Acordo de Paris


O protesto da Nicarágua

Com a decisão de Trump, os EUA se juntam à Nicarágua e à Síria, os outros não signatários do Acordo de Paris. Os motivos da recusa, porém são diferentes. Nas negociações do texto, a Nicarágua disse que só assinaria um acordo com obrigações vinculantes. "Responsabilidades voluntárias são um caminho para a derrota", disse Paul Orquist, representante do país.

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E a guerra da Síria

Já a Síria está envolvida em uma guerra civil desde 2011, o que dificulta qualquer compromisso climático do tipo.

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'Governator'

O ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger criticou a decisão de Donald Trump de retirar os EUA do Acordo de Paris, pedindo uma "revolução para salvar o planeta". "Um homem não pode destruir nosso progresso. Um homem não pode parar nossa revolução da energia limpa. E um homem não pode voltar no tempo -só eu posso fazer isso", afirmou o astro do filme "Exterminador do Futuro", que também é membro do Partido Republicano, em vídeo. "Alguns de nós sabemos como um futuro de energia limpa se parece, e ele não é assustador."

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Aliança

Os governadores da Califórnia, Nova York e do Estado de Washington anunciaram a criação da Aliança dos Estados Unidos pelo Clima (United States Climate Alliance) para unir os Estados que apoiam o Acordo de Paris e onde ações mais agressivas contra a mudança do clima serão tomadas.

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Furacão Sandy

Bill de Blasio, prefeito de Nova York, comprometeu-se a manter as metas de Paris. "A cidade viu o poder destrutivo da natureza na era da mudança climática graças ao Furacão Sandy", disse.

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Nova York

Já o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg disse que vai doar US$ 15 milhões de sua fortuna para um fundo da ONU de mudanças climáticas para preencher um "vazio que surge como resultado do anúncio do
presidente Trump".

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Do espaço

O astronauta Scott Kelly disse no Twitter que a "saída do Acordo de Paris será devastadora para o planeta. Paris e Pittsburgh compartilham o mesmo ambiente", sobre Trump ter dito que fora eleito pelos eleitores de Pittsburgh, não pelos de Paris.