Folha de S.Paulo

Melhor sommelier do país vê evolução no mercado


Depois de emplacar a melhor cervejaria do país no Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau (Tupiniquim, de novo), o Rio Grande do Sul também tem o melhor sommelier de cerveja. Na quarta edição do concurso disputado na última semana, promovido pelo Instituto da Cerveja, o gaúcho Eduardo Pelizzon ficou com a honraria.

Como prêmio, terá a oportunidade de visitar as plantações de lúpulo de Washington, nos EUA, além de ter sido qualificado entre outros dez candidatos para representar o país no campeonato mundial de sommelier, que acontecerá em setembro, na Alemanha (no top dez brasileiro, apenas uma mulher, Juliana Koerich Laureano, de Florianópolis).

Para Edu, um fã de saisons, gueuzes e IPAs, o mercado brasileiro ainda deve evoluir muito. "Somos cervejeiros criativos e dedicados e o consumidor está evoluindo seu paladar. Salas de aulas com cursos cervejeiros estão sempre cheias, o conhecimento é a chave", acredita.

Apesar de ter morado três anos em Dublin, terra da Guinness, o gaúcho só enveredou para o caminho das cervejas especiais em outras viagens pela Europa, como consumidor e, depois, no Brasil. "Quando retornei em 2011, a cena artesanal estava tendo mais exposição. E depois de um curso de produção de cerveja caseira comecei a estudar mais sobre o assunto."

Para o sommelier, que não vive exclusivamente de cerveja, cervejarias em todo o país estão evoluindo, mas "preciso citar os 'Rios'. Os cervejeiros do Rio Grande do Sul estão produzindo coisas fantásticas e têm sido muito premiados", diz, jurando que deixou o bairrismo de lado. "E a cena cervejeira no Rio de Janeiro se consolidou nos últimos anos", avalia. Para Edu, o importante mesmo é que tenha uma microcervejaria em cada cidade brasileira, algo parecido com o que acontece nos Estados Unidos, nossa maior referência.

Aliás, essa influência americana causa só um probleminha para o sommelier. "Gosto muito da escola inglesa, são cervejas elegantes e equilibradas. Mas consumir só importada pesa muito no bolso. 'Alô, cervejeiros, quem vai fazer uma english IPA aí?", brinca... ou cobra.

DÁDIVA EM DOSE DUPLA
Duas novas da cervejaria Dádiva. A primeira é o lançamento da ótima Dádiva 3, para celebrar os três anos da cervejaria. A cerveja é um blend da Duo (do segundo aniversário) com uma imperial saison maturada em barril de carvalho por três meses. O resultado é uma cerveja de aromas cítricos, cor dourada, baixo amargor e muito álcool (9,2%). A edição limitadíssima tem apenas 2.500 garrafas rolhadas de 375 ml e está disponível em bares como Ambar e Empório Alto dos Pinheiros.
A partir de agora, a cervejaria também assume a parte operacional da Avós, que já é fabricada por lá "ciganamente". Com isso, a Avós deve ampliar sua produção e distribuição, bom para os netinhos.