Folha de S.Paulo

Mortes: Dedicado, jornalista baiano sonhava ser cineasta


Foi acompanhando Daniela Mercury e companhia no Carnaval de Salvador que Caio Coroa, ainda criança, se encantou pelo mundo artístico. Desde então, sonhava em trabalhar com seus ídolos –anos mais tarde, abraçaria a carreira de jornalista.

Filho de pai militar e mãe telefonista, foi o único na família a seguir na profissão. Caio começou a trabalhar cedo, como operador de telemarketing. Manteve-se no ofício até a faculdade, quando conseguiu estágio na área de vocação.

Não parou mais. Depois de formado, passou a trabalhar como assessor de imprensa de artistas e políticos. Focado, muitas vezes abria mão da própria saúde para divulgar seus clientes na mídia.

Dedicado e espontâneo, Caio era daqueles que encantava as pessoas com seu sorriso farto e a gargalhada à la Fafá de Belém, recorda o amigo Danúbio Trindade. "Ele me influenciou muito a largar a zona de conforto para ir em busca de meus sonhos. Coroa era sinônimo de alegria e determinação", afirma Trindade, também jornalista.

Amigo leal e apegado à família, gostava de reunir todos para assistir a rodas de samba. Quando estava de férias, viajava pelas cidades do litoral e interior do Estado.

Seu maior sonho era ser cineasta –tinha acabado de se matricular na faculdade de cinema. Porém, sequer conseguiu começar a frequentar as aulas: nos últimos meses, estava com a saúde debilitada por problemas pulmonares.

Morreu no último dia 25, aos 29 anos, após uma parada cardíaca. Deixa os pais, três irmãos e uma sobrinha.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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