Folha de S.Paulo

Crianças têm basquete padrão NBA em escolas públicas pelo Brasil


O basquete não está na vida de José Luiz Coimbra, 77, apenas nas horas de lazer, quando ele arremessa bem, segundo testemunhas, nas quadras do Esporte Clube Pinheiros, clube da zona oeste de São Paulo.

Há 12 anos, o empresário resolveu investir em um projeto que hoje atende a mais de 11 mil crianças em todo o Brasil. Nomeado de GIBI (Grupo de Iniciação ao Basquete Infantil), ele ganhou o apoio da NBA, que lhe fornece bolas e coletes.

"Foi uma surpresa para mim. Recebemos até uma homenagem [em jogo da NBA no Brasil]", conta Coimbra.

São atendidas crianças de 8 a 14 anos em pelo menos 30 cidades em Minas Gerais, São Paulo e Bahia. O grupo planeja chegar a outros Estados.

O projeto garante oficinas com ex-jogadores e técnicos durante um período que varia de uma a duas semanas nas escolas. Os equipamentos são então emprestados para os alunos usarem durante o ano letivo em treinos.

Os ex-jogadores da seleção Alessandra e Gilson Andrade passam os seus conhecimentos em oficinas para os próprios professores das redes de ensino público estadual ou municipal.

Tudo começou em Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo. O empresário lembra as pessoas que ajudaram no começo do projeto: Amaury Pasos, Edson Bispo, Wlamir Marques, Jatir, Pecente e Mical. Todos grandes jogadores do basquete nacional, campeões mundiais.

Os treinos de basquete são em períodos extras do horário curricular. O objetivo é muito mais educacional e lúdico do que realmente profissional, diz Coimbra.