Folha de S.Paulo

Louvre de Abu Dhabi abre portas em novembro, dez anos após lançamento


O museu do Louvre de Abu Dhabi abrirá finalmente as portas ao público no dia 11 de novembro, pouco mais de dez anos após o lançamento do projeto.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (6) pela a ministra francesa da Cultura, Françoise Nyssen.

"A França está orgulhosa de contribuir para este museu com os Emirados Árabes Unidos", declarou a ministra ao anunciar a data de inauguração da primeira filial no exterior da famosa instituição francesa.

O projeto de Abu Dhabi tem como objetivo promover a imagem da França, mas também atrair visitantes dos países árabes vizinhos e do restante do mundo, explicou o ministro da Cultura dos EAU, o xeique Nahyan bin Mubarak al-Nahyan, durante entrevista coletiva.

O projeto surgiu após um acordo assinado em março de 2007 entre Paris e Abu Dhabi. O texto estipula que a França vai prestar assessoria, emprestará peças de sua coleção de obras de arte, a maior do mundo, e organizará exposições temporárias em troca de € 1 bilhão. Do total, € 400 milhões correspondem ao pagamento pelo direito de usar o nome Louvre.

O museu é assinado por Jean Nouvel e foi construído na ilha de Saadiyat, na capital do emirado. Conhecido por seus projetos faraônicos, o arquiteto imaginou o Louvre como uma "cidade-museu", parcialmente coberta por uma cúpula de 180 metros de diâmetro. "Eu gostaria que esse museu pertencesse à história e à geografia do país", declarou Nouvel.

Mais de 8.000 m² foram reservados para os espaços de exposição internos, que contarão com 23 galerias de exposição. Das 600 obras de arte expostas, 300 foram emprestadas por 13 museus franceses durante o primeiro ano de abertura.

O presidente francês Emmanuel Macron deve participar da cerimônia de inauguração, adiada várias vezes por causa de problemas financeiros. O valor estimado no início do projeto era de € 582 milhões e foi arcado por Abu Dhabi. O custo final da construção não foi revelado.

A ministra francesa rejeitou as críticas de que o novo Louvre pode se tornar um local frequentado apenas pelas elites do Golfo. "O museu deve ser popular, para todos, dirigido para o conjunto das populações do Golfo e do mundo", reagiu Françoise Nyssen.

Além de Paris, o Louvre já tem uma filial na cidade de Lens, no norte da França, inaugurado em 2012.