Folha de S.Paulo

Folhainvest responde: a previdência que fiz rende 0,33%. Migro para CDB?


A pergunta foi enviada pelo leitor E.P.N., do Rio de Janeiro (RJ).

RESPOSTA DE ALEXANDRE CANALINI, PROFESSOR DA PUC-RIO E CERTIFIED FINANCIAL PLANNER - A rentabilidade informada da sua previdência está muito aquém do retorno dos demais planos disponíveis no mercado.

Recomendo que você estude outros planos de previdência dentro da mesma seguradora e também procure alternativas nas concorrentes. Avalie os custos com carregamento e administração, a rentabilidade e os benefícios que cada seguradora apresenta.

Os planos de previdência podem ser transferidos. O processo de portabilidade transfere seus recursos dentro da seguradora e para outras sem qualquer ônus para o participante. Você não terá custos nem mesmo prejuízo quanto ao histórico do Imposto de Renda.

A tributação definitiva é sempre melhor para quem almeja deixar os recursos aplicados muitos anos. O tributo é recolhido somente no momento do resgate, portanto você terá um grande ganho pelo diferimento fiscal.

O CDB é um bom investimento, especialmente quando você consegue negociar taxas próximas ao CDI. Ainda assim, há desvantagens em relação aos planos de previdência. Os CDBs geralmente não oferecem vencimentos longos e, no resgate, você terá incidência de tributos. A alíquota mínima é 15% enquanto um plano de previdência pode ter alíquota de 10% após dez anos.

A minha recomendação é avaliar alternativas dentre os planos de previdência disponíveis no mercado. Lembre-se que se você faz sua declaração do Imposto de Renda no sistema simplificado e se você não é contribuinte do INSS ou aposentado, o VGBL será sempre mais vantajoso ao PGBL. Procure escolher a tributação definitiva se você pretende deixar o recurso aplicado muitos anos.

E lembre-se de pesquisar antes de escolher.