Folha de S.Paulo

Com 12 suítes e 5 bares, casa mais cara à venda nos EUA custa US$ 250 mi


Anunciada por US$ 250 milhões, uma nova megamansão no exclusivo bairro de Bel Air, em Los Angeles, é a casa mais cara do mercado imobiliário dos Estados Unidos.

O projeto do incorporador imobiliário e fabricante de bolsas de luxo Bruce Makowsky é uma mansão de 3,5 mil m², com 12 suítes, 21 banheiros, cinco bares, três cozinhas gastronômicas, um spa, um heliponto e uma piscina elevada de quase 30 metros oferecendo vistas deslumbrantes de Los Angeles. A propriedade inclui também uma sala de cinema de 40 lugares, uma pista de boliche e uma frota de carros exóticos e antigos no valor de US$ 30 milhões.

De acordo com Makowsky, existem apenas três mil pessoas no planeta que têm dinheiro suficiente para comprá-la.

A Associated Press recentemente entrevistou Makowsky, na mansão, sobre seu projeto, uma paixão que ele levou a diante mesmo sem ter um comprador específico em mente. Eis o que ele disse sobre os motivos para a construção e sobre quem pagaria os US$ 250 milhões necessários a adquiri-la.

AP - Por que o senhor construiu esta casa?
Bruce Makowsky - Depois de navegar em megaiates por todo o planeta, e de viajar em belos aviões privativos, não fazia sentido para mim que as pessoas se dispusessem a gastar US$ 350 milhões em um barco, US$ 100 milhões em um avião, e vivessem em casas de US$ 20 milhões ou US$ 30 milhões... As casas não estavam acompanhando os brinquedos. Minha sensação, com isso, era a de que, se você vai passar mais de 12 horas por dia em casa, a experiência deveria ser a mais maravilhosa do mundo.

Qual é a sensação de estar na casa?
Eu diria que é a oitava maravilha do planeta. Uma ou duas pessoas vieram visitar a casa e a colocam entre as sete maravilhas —uma das antigas sete teria de sair da lista. Cada centímetro da casa é deslumbrante. Os sentidos ficam sobrecarregados. Já exibi a casa a 25 possíveis compradores, até agora. As pessoas entram e usam todos os adjetivos disponíveis ainda antes da metade do primeiro piso. Não restam adjetivos. Elas ficam pasmas. Cada coisinha na casa cria a sensação de que você está no paraíso.

Como o senhor chegou ao preço de US$ 250 milhões para a venda?
O motivo para o preço de US$ 250 milhões é todo o trabalho dos últimos quatro anos, com 300 pessoas trabalhando na casa [com salários pagos por dois anos], curadores de arte... Temos mais de US$ 30 milhões em carros, carros clássicos, carros esporte exóticos... Temos uma vista em 270 graus, das montanhas cobertas de neve até lá embaixo em Los Angeles. A casa vem com sete funcionários em tempo integral, o que é uma loucura. Se você quer a melhor chef de cozinha do mundo, ela já está aqui, ou a melhor massagista... Temos recursos de água que circundam a casa toda. Temos pedras de 50 pedreiras diferentes em todo o mundo, as mais belas pedras preciosas espalhadas pela casa... Acredito realmente que o valor seja justo.

Por que alguém gastaria tanto dinheiro com uma casa, mesmo com todos os confortos?
É o tipo de coisa que não precisa de venda. Alguém tem de se apaixonar por ela, sentir que vai morrer se não a comprar. E quanto a pessoa tem US$ 2 bilhões, US$ 5 bilhões ou US$ 20 bilhões no banco, isso é só um número, na verdade, e essa pessoa quer desfrutar cada segundo de sua vida, porque não estamos vivendo um ensaio, essa é a vida real —ou será que elas querem só ficar olhando para números no banco?