Folha de S.Paulo

União Europeia autoriza novas sanções contra a Coreia do Norte


A União Europeia decidiu nesta segunda-feira (16) implementar novas sanções econômicas contra a Coreia do Norte.

Parte das medidas aprovadas pelos ministros de Relações Exteriores do bloco tem caráter simbólico apenas. Entre elas, está a proibição de exportação de petróleo e derivados para Pyongyang, uma vez que a Europa atualmente não negocia este tipo de produto com o país.

Bruxelas também acrescentou três pessoas e seis organizações norte-coreanas na lista de banidos pelo bloco. Os nomes estão proibidos de viajar para os países da União Europeia, fazer negócios na região e tiveram seus bens bloqueados.

Com isso, ao todo, 41 pessoas e dez entidades da Coreia do Norte estão proibidas de fazer negócio na UE. Em comparação, a ONU já puniu 63 indivíduos e 53 organizações do país.

Além disso, norte-coreanos que trabalham nos países da UE não terão seus vistos renovados. A estimativa é que a medida afete cerca de 400 pessoas, a maior parte delas na Polônia.

O valor que essas pessoas podem enviar de volta a Coreia do Norte também diminuiu e passou a ser de 5.000 euros (R$ 18.690) —antes eram 15 mil euros (R$ 56 mil).

Segundo Bruxelas, o dinheiro enviado de volta a Coreia do Norte é usado por Pyongyang em seu programa nuclear.

Norte-coreanos que estejam na Europa por questões humanitárias, como refugiados e asilados, não serão afetados pelas sanções.

Segundo a nota assinada pelos ministros do bloco, as sanções são uma resposta a "persistente ameaça a paz e a estabilidade internacional" causada por Pyongyang.

Além da União Europeia e da ONU, outros países, como os Estados Unidos, também implementaram novas sanções contra o regime de Kim Jong-un recentemente.