Folha de S.Paulo

Grupo de botes com quase 600 pessoas é resgatado no Mediterrâneo


Um grupo de 588 pessoas a bordo de botes infláveis foi resgatado nesta quarta-feira (1º) no mar Mediterrâneo.

Os tripulantes eram imigrantes que saíram da África em direção à Europa. A maior parte deles passou pela Líbia, mas não está claro de onde o barco saiu e qual a nacionalidade das pessoas.

Ao todo, três botes faziam a travessia. Segundo a organização Médicos Sem Fronteiras, há pessoas desaparecidas.

Elas teriam caído no mar pouco antes do resgate, que foi feito pelos próprios Médicos Sem Fronteiras e pela ONG SOS Mediterranée.

"Nossas equipes jogaram todos os equipamentos de flutuação disponíveis, distribuíram coletes salva-vidas e tiraram pessoas da água. Conseguimos reanimar um homem com parada cardíaca, que foi depois transferido de helicóptero para Itália", disse Seif Khirfan, médico que estava no barco de resgate.

Segundo ele, muitos dos tripulantes sofriam de hipotermia devido a baixa temperatura da água.

Nesta semana, as autoridades marítimas disseram ter visto um aumento no número de barcos de imigrantes saídos da Líbia e resgatados no Mediterrâneo.

Só o governo italiano disse ter resgatado 900 pessoas em sua costa na quarta-feira. Em uma das embarcações, foram encontrados sete mortos.

Além disso, o governo da Líbia interceptou um barco com 299 pessoas na terça (31), a maior parte imigrantes de países da África subsaariana.

Segundo o governo italiano, o número de pedidos de refúgio de pessoas que saíram da Líbia para o país caiu 30% no acumulado de 2017 em relação ao mesmo período de 2016.

Desde julho, Roma fez um acordo com Trípoli para tentar conter a chegada dos refugiados.