Folha de S.Paulo

Edição inédita da Folha repercute nas redes sociais


A edição da Folha deste domingo (28), terceira maior da história do jornal, repercutiu nas redes sociais na internet. Leitores comentaram o conteúdo das 424 páginas, 120 delas dedicadas ao especial de 95 anos do diário.

O tamanho da edição –três vezes mais pesada que o habitual– chamou a atenção do jornalista que vive em Vitória (ES) Luan Antunes, 27. De passagem pelo Rio, comprou a Folha no aeroporto. "Politicamente, discordo 80% das posições editoriais do jornal. Mas gostei da edição: fotografia bem selecionada e textos interessantes, como aquele sobre os erros do jornalismo."

Assinante da Folha há dez anos, Rodrigo Cavalcante, 37, elogiou as capas do especial, que mostram outros usos do diário –embrulhando um cacho de bananas, por exemplo, ou como um barco de papel.

"Gosto da Folha porque ela ri dela mesma, é provocativa. Isso se reflete na parte do especial em que convida gente para comentar seus erros."

"Por chegar aos 95 e comemorar com uma edição especial tão grande, a Folha meio que disse 'bem, nós estamos aqui e não pretendemos sair tão cedo'", disse o estudante de publicidade de Natal (RN) Alvaro Hendrick Costa, 19. Ele escreveu no Twitter que a edição era "indispensável para qualquer comunicador".

Fábio Silva, 38, postou uma foto no Instagram dizendo que terminaria de ler o exemplar até a hora do programa global "Fantástico" (que costuma acabar às 23h).

"Comecei antes das 10h e terminei depois do meio-dia, isso porque ainda não li as revistas", afirmou mais tarde, destacando a parte do especial em que os fotógrafos contam a história por trás das imagens. "É uma edição histórica. Vou guardar."

A estudante de jornalismo e letras Luciana Lino, 21, ressaltou a importância da publicação de um conteúdo "importante e denso" em tempos "de discussões acerca da 'vida' do jornal impresso".

Vice-presidente de mídia da agência DM9DDB, que anunciou no especial, Adrian Ferguson elogiou a diversidade de anunciantes no caderno. "É importante que um veículo que traz à tona casos de corrupção, por exemplo, tenha uma saúde financeira estabelecida para a manutenção de uma imprensa livre no Brasil."