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    Saiba quais foram algumas das maiores rebeliões em presídios do Brasil

    DE SÃO PAULO

    02/01/2017 15h27 - Atualizado às 22h41

    Uma rebelião deixou pelo menos 26 pessoas presos mortos no Rio Grande do Norte nos dias 14 e 15 na Penitenciária de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal. É uma das maiores matanças em presídios do Brasil.

    Veja a seguir algumas das rebeliões que deixaram mais mortos em presídios brasileiros.

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    1992 - Massacre do Carandiru, São Paulo (SP) - 111 mortos

    No dia 2 de outubro de 1992, uma briga deu início a um conflito generalizado no pavilhão 9 do Carandiru. Forças policiais invadiram o local e mataram 111 presos, cada um com uma média de cinco tiros. Nenhum policial morreu. Os detentos sobreviventes ainda foram obrigados a tirar as roupas e passar por um corredor polonês formado por PMs. Depois, foram convocados para ajudar a empilhar os corpos.

    Niels Andreas - 2.out.1992/Folhapress
    SÃO PAULO, SP, BRASIL, 02-10-1992: Massacre do Carandiru: corredor alagado de sangue no pavilhão da Casa de Detenção de São Paulo, após a intervenção da Polícia Militar do Estado de São Paulo para conter uma rebelião, em São Paulo (SP). A rebelião teve início com uma briga de presos no Pavilhão 9 da Casa de Detenção. A intervenção da Polícia Militar, liderada pelo coronel Ubiratan Guimarães, tinha como justificativa acalmar a rebelião no local. Sobreviventes afirmam que o número de mortos é superior ao divulgado e que os policiais atiraram em detentos que já haviam se rendido ou que estavam se escondendo em suas celas. Nenhum dos 68 policiais envolvidos no massacre foi morto. A promotoria do julgamento do coronel Ubiratan classificou a intervenção como sendo "desastrosa e mal-preparada". (Foto: Niels Andreas/Folhapress)
    Corredor alagado de sangue no pavilhão 9 do Carandiru, após intervenção da PM para conter rebelião

    2017- Massacre em Manaus, Amazonas - 67 mortos

    Em uma semana, rebeliões em Manaus deixaram pelo menos 67 mortos. A maior parte morreu após rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim –primeiro, o governo informou que eram 56 mortos, mas mais três corpos foram encontrados uma semana depois. No dia seguinte, mais quatro detentos morrem na Unidade Prisional de Puraquequara (UPP), também em Manaus. Seis dias depois, uma rebelião na cadeia de Raimundo Vidal Pessoa deixou quatro mortos.

    2017 - Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, Boa Vista (RR) - 33 mortos

    Quatro dias após a morte de 60 detentos em duas penitenciárias de Manaus (AM), outros 33 presos foram assassinados na madrugada do dia 6, desta vez no maior presídio de Roraima, a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo –o governo divulgou uma lista com 31 mortos, mas encontraram mais dois enterrados no dia seguinte à rebelião.

    2004 - Casa de Custódia de Benfica, Rio de Janeiro (RJ) - 31 mortos

    Em uma das rebeliões mais violentas das últimas décadas, 30 presos foram mortos na casa de custódia de Benfica, no Rio, em maio de 2004. Na batalha entre duas facções criminosas, que durou 61 horas, foi assassinado também um agente penitenciário. Os cadáveres foram encontrados aos pedaços, o que chegou a dificultar a contagem e a identificação das vítimas.

    Felipe Varanda - 30.mai.2004/Folhapress
    ORG XMIT: 255801_1.tif Presidiários da Casa de Custódia de Benfica olham através das grades durante motim, no Rio de Janeiro. (Rio de Janeiro - RJ, 30.05.2004. Foto de Felipe Varanda/Folhapress)
    Presidiários da Casa de Custódia de Benfica olham através das grades durante motim, no Rio de Janeiro

    1987 - Penitenciária do Estado, São Paulo (SP) - 31 mortos

    Em 29 de julho de 1987, os detentos simularam uma briga no pavilhão 3 da Penitenciária do Estado e fizeram 70 reféns. A entrada da PM para conter o motim gerou 31 mortes.

    Antônio Gaudério - 5.fev.2003/Folhapress
    Especial trabalho de presos - S. Paulo (SP) 05/02/03 Foto: Antônio Gaudério / Folha Imagem. Presos da penitenciária do Estado (Complexo Carandirú) trabalham enquanto cumprem suas penas.
    Presos da penitenciária do Estado (Carandiru) trabalham enquanto cumprem suas penas

    2002 - Presídio Urso Branco, Porto Velho (RO) - 27 mortos

    Em janeiro de 2002, 27 presos foram mortos –um deles decapitado–, no presídio Doutor José Mário Alves da Silva, conhecido como Urso Branco, em Porto Velho (RO). As mortes em Urso Branco ganharam repercussão internacional pela brutalidade, que envolveu casos de decapitação, choque elétrico e enforcamento.

    J. Gomes - 2.jan.2002/Diário da Amazônia
    ORG XMIT: 010401_1.tif Rebelião de presos na penitenciária Urso Branco: familiares dos presos aguardam notícias na frente da penitenciária Doutor José Mário Alves da Silva, conhecida como Urso Branco, em Porto Velho (RO), enquanto policiais militares se preparam para invadir o presÌdio, onde foram mortos 45 detentos. Foto: J. Gomes (Diário da Amazônia)
    Familiares dos presos aguardam notícias na frente da penitenciária Urso Branco durante rebelião

    2017 - Penitenciária de Alcaçuz, Nísia Floresta (RN) - 26 mortos

    Dando sequência à crise penitenciária do começo de 2017, um motim deixou pelo menos 26 mortos na Penitenciária de Alcaçuz, a maior do Rio Grande do Norte. Todos os corpos foram decapitados ou carbonizados.

    2010 - Complexo Penitenciário de Pedrinhas, São Luís (MA) - 18 mortos

    Em 2010, 18 presos foram mortos por um grupo rival em uma rebelião no complexo penitenciário de Pedrinhas. Desses, 15 foram assassinados no presídio São Luís, considerado de segurança máxima. Outras três mortes ocorreram na Penitenciária de Pedrinhas, localizada ao lado do presídio, que teve uma tentativa de rebelião.

    Marlene Bergamo - 6.jan.2014/Folhapress
    SÃO LUÍS, MA, BRASIL, 06-01-2014: Grupo de detentos em um cela em presídio do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA). Reportagem da Folha de S.Paulo entrou no presídio e documentou situação dos presos. No local houve rebeliões e presos fizeram vídeo com detentos decapitados. (Foto Marlene Bergamo/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1401081446053908
    Grupo de detentos em um cela em presídio do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA)

    1989 - 42º Distrito Policial de São Paulo (SP) - 18 mortos

    Em 5 de fevereiro de 1989, após tentativa de rebelião no 42º DP, na zona leste, cerca de 50 detentos foram colocados em uma cela de 1m x 3m, na qual foi lançado gás lacrimogêneo: 18 presos morreram asfixiados e 12 foram hospitalizados.

    Andre Vicente - 5.nov.2009/Folhapress
    **** ESPECIAL**** AGSP - Sao Paulo, 05.11.09 - CIDADE - PRONTO ATENDIMENTO NAS DELEGACIAS - Materia especial sobre o servico de pronto atendimento nas delegacias de Sao Paulo. Na foto: 42 DP, Parque Sao Lucas, zona leste de Sao Paulo. (Andre Vicente/ Folha Imagem) (OUT CAPA DIARIO)
    42º DP, de Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo
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