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    Julianna Sofia

    Apesar de pessimismo, crescimento pode surpreender em 2017

    02/01/2017 02h00

    Joel Rodrigues/FramePhoto/Folhapress
    Da esq. para dir., Michel Temer e os ministros Henrique Meirelles e Dyogo Oliveira

    BRASÍLIA - Nem o mais otimista dos brasileiros apostaria um vintém na possibilidade de o ano de 2017 ser um passeio no parque.

    Entre analistas e colunistas, há um pessimismo recalcitrante e generalizado sobre os rumos da economia neste ano, principalmente nos três primeiros meses.

    Em suas últimas projeções para o PIB brasileiro, o Banco Central reviu para baixo sua estimativa e passou a esperar uma expansão pouco expressiva de 0,8% para 2017. As sondagens de mercado apontam para algo pior: 0,5%.

    O desemprego, que já bateu recorde em novembro (11,9%), manterá sua escalada. A taxa de desocupação deverá superar 13% para só então começar a ceder a partir do segundo semestre.

    A crise de insolvência dos Estados adiciona ceticismo ao cenário econômico, político e social, enquanto governadores insistem em buscar nos cofres do Tesouro Nacional a salvação para a lavoura.

    A locomotiva da Lava Jato –ora desembestada, ora em marcha lenta– continua em movimento. As delações da Odebrecht ameaçam o mundo político e o presidente da República. Em Curitiba, o ex-deputado Eduardo Cunha faz mais do que tomar banho de sol na cadeia.

    As incertezas sobre o governo de Donald Trump nos EUA elevam o nível de instabilidade global.

    Mas, apesar de todas as evidências e admitindo que "toda unanimidade é burra" (Nelson Rodrigues), há uma fresta de luz.

    Lampejos de esperança na análise do ex-BC Mário Mesquita, para quem a economia pode, sim, crescer 1,5%: com ajuste nos estoques, reação de setores da indústria, aumento da produção agrícola e ritmo forte de expansão na China.

    Com a inflação ancorada, o BC catalisará esse processo se ousar, reduzindo os juros em 0,75 ponto percentual já neste mês.

    Começa hoje oficialmente 2017. Um pouco de otimismo, por favor.

    julianna sofia

    É secretária de Redação da sucursal da Folha em Brasília. Atuou como repórter na cobertura de temas econômicos. Escreve aos sábados.

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