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    Mercado Aberto - Maria Cristina Frias

    Verba extra da Caixa para MCMV chega a R$ 227 milhões

    09/11/2017 02h30

    A Caixa liberou R$ 227 milhões adicionais para a conclusão de obras do programa MCMV (Minha Casa Minha Vida) desde agosto de 2016, segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação.

    Foi nesse mês em que o banco começou a contabilizar a destinação de verba extra do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) para os empreendimentos.

    Se não tivesse sido usado de forma complementar, o montante poderia ser destinado a novas contratações. É o FAR que financia imóveis da faixa um, de baixa renda.

    O objetivo do governo é contratar cem mil unidades nessa categoria até o fim do ano. Após o anúncio de 54 mil imóveis na última segunda (6) pelo Ministério das Cidades, ainda restam cerca de 8 mil para a meta ser cumprida.

    Procurada, a Caixa não respondeu perguntas. Disse apenas que é necessário usar recursos do fundo quando o contrato com construtoras são rescindidos ou quando há imprevistos, que independem da empresa envolvida.

    Um dos motivos que levam à suplementação são danos causados em caso de invasão, afirma Ronaldo Cury, diretor da construtora homônima e vice-presidente do Sinduscon-SP (sindicato do setor).

    Mesmo com a suplementação do fundo, uma parte do prejuízo costuma ser pago pelas empresas, afirma Rodrigo Luna, vice-presidente do Secovi-SP e sócio-fundador da Plano & Plano.

    "É um problema que afeta a todos, e como é a Caixa que administra os recursos, quem também paga é o cidadão cadastrado no programa que precisa de habitação e sofre com os atrasos."

    EMPURRÃOZINHO FINANCEIRO - Recursos do FAR usados em aportes e na suplementação de obras do Minha Casa Minha Vida

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    Setor de máquina para construção deverá ter pior ano desde 2007

    amentos usados na construção e na mineração, como escavadeiras, deverá encerrar 2017 com uma queda de 9% no acumulado do ano, segundo a Sobratema (do setor).

    Será a quarta retração anual consecutiva de máquinas da chamada linha amarela, segundo Eurimilson Daniel, vice-presidente da entidade.

    "O mercado recuou mais de dez anos. Em 2007, as vendas somavam quase 11 mil equipamentos. A expectativa é que 2017 seja o rescaldo da crise, e que, no ano que vem, tenhamos crescimento, estimado em 8%", diz ele.

    "Uma conjunção de fatores [causou a crise prolongada no setor]. Os juros ficaram altos e os bancos deixaram de financiar. Os donos das máquinas as colocaram à venda, o que rebaixou muito os preços de seminovos."

    A unidade de equipamentos para construção da Case projeta uma retração de 10% neste ano, mas os resultados no segundo semestre já demonstram melhora, afirma Carlos França, à frente da divisão no país.

    " A nossa previsão é de crescimento de 5% a 10% em 2018, alinhada à do setor."

    Para mitigar os prejuízos do mercado interno, a Case aumentou o número de países que recebem os produtos produzidos no Brasil e passou a exportar para Rússia, Índia, Tailândia e Austrália.

    ESCAVADEIRAS ESTACIONADAS - Vendas internas de equipamentos de linha amarela usados na construção e mineração, em unidades

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    Subir paredes

    Empresas ligadas ao setor imobiliário aumentaram a intenção de investir ao longo deste ano, aponta pesquisa do GRI Club, grêmio que inclui companhias como Iguatemi, Brookfield e fundos que atuam no setor.

    A porcentagem dos que pretendem expandir os negócios é de 69%, alta de 12 pontos percentuais comparada a 57% que afirmaram que fariam aportes no começo do ano.

    O estoque de imóveis vazios é alto, mas os investimentos que são feitos agora serão concretizados em até cinco anos, diz Gustavo Favaron, diretor-executivo do GRI.

    "Ninguém espera filas nos lançamentos e que um prédio inteiro seja vendido em um dia, como em 2012, mas há demanda para ser absorvida gradualmente. Os juros para financiar estão baixos, o fundo do poço ficou para trás."

    A pesquisa, com respostas de 157 empresas, aponta que o setor residencial é o que mais deve receber valores.

    Intenção de fazer aportes no segmento, em %

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    Luxo... A grife de luxo francesa Hermès fechou o terceiro trimestre deste ano com alta de 10% nas receitas do grupo e 11% nas vendas em loja. No período, a empresa teve receita de € 4,05 bilhões (R$ 15,29 bilhões).

    ...em alta O maior aumento em vendas, de 14%, foi registrado nas operações da empresa na Ásia (exceto Japão). Europa e Américas tiveram crescimento de 9%. Entre os itens da marca, os perfumes tiveram maior alta, de 13%.

    Cheiro euro-árabe A Asten International, dos Emirados Árabes, vai lançar no Brasil ainda neste ano a marca de perfumes populares Paris Riviera. As fórmulas dos produtos foram elaboradas na capital francesa; a fábrica fica em Dubai.

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    com FELIPE GUTIERREZ, IGOR UTSUMI e IVAN MARTÍNEZ-VARGAS

    mercado aberto

    Maria Cristina Frias, jornalista, edita a coluna Mercado Aberto, sobre macroeconomia, negócios e vida empresarial.
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