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    Mônica Bergamo

    Cardozo se reúne com Dilma e fica no Ministério da Justiça

    03/07/2015 12h33

    O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, decidiu permanecer no cargo.

    Ele conversou nesta sexta (3) de manhã com a presidente Dilma Rousseff e não sairá do governo, segundo fontes do Planalto.

    Cardozo revelou a amigos na semana passada que estava "no limite", como antecipou a coluna. Ele não estaria suportando a pressão de empreiteiros e do PT para interferir no trabalho da Polícia Federal na Operação Lava Jato.

    No entanto, por lealdade à presidente, ele tendia a ficar no cargo, o que agora se confirma.

    Pedro Ladeira - 1º.jul.2015/Folhapress
    O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, durante coletiva de imprensa no Ministério da Justiça
    O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, durante coletiva de imprensa no Ministério da Justiça

    Empreiteiros investigados na Lava Jato reclamavam que o ministro poderia ter papel mais ativo para "coibir abusos" de policiais e até da Justiça, nas palavras de um empresário.

    Cardozo, há quatro anos e seis meses no cargo, é o ministro da Justiça mais duradouro do período democrático. O segundo é Márcio Thomaz Bastos (1935-2014), que ficou quatro anos e dois meses.

    Na semana passada, a executiva nacional do PT decidiu convidar Cardozo a dar explicações ao partido sobre a atuação da Polícia Federal.

    A PF é vinculada ao Ministério da Justiça, mas tem autonomia para fazer o seu trabalho.

    Não houve nenhuma defesa pública de Cardozo, justamente o ministro escalado por Dilma para defender o governo em momentos de crise.

    mônica bergamo

    Jornalista, assina coluna com informações sobre diversas áreas, entre elas, política, moda e coluna social. Está na Folha desde abril de 1999. Escreve diariamente.

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