• Cotidiano

    Saturday, 04-May-2024 21:39:44 -03

    Caminhada homenageia vítimas de incêndio da boate Kiss

    DA AGÊNCIA BRASIL

    20/01/2014 16h25

    A uma semana de completar um ano da tragédia de Santa Maria, cerca de 300 familiares e amigos deram início, nesta segunda-feira (20), a uma série de homenagens às 242 vítimas do incêndio na boate Kiss. Pela manhã, eles promoveram caminhada silenciosa da Igreja Nossa Senhora de Fátima até o Santuário Basílica Nossa Senhora Medianeira, onde o arcebispo do município, dom Helio Rupert, celebrou uma missa.

    Emocionado, o presidente da AVTSM (Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria), Adherbal Ferreira, disse que o ato foi importante para chamar a atenção do poder público. "Não podemos deixar cair no esquecimento. Viemos aqui homenagear nossos filhos e cobrar mudanças".

    O coral da Universidade Federal de Santa Maria participou da celebração, marcada também por pedidos de justiça. Com faixas, cartazes e camisetas, familiares levaram fotos dos jovens e pediam punição aos acusados. Hoje, ninguém está preso. Os quatro principais acusados, os sócios da boate, Elissandro Calegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor do grupo, Luciano Augusto Bonilha Leão, foram soltos em maio.

    Também em memória dos jovens mortos no incêndio, ocorrerá a partir de sábado (25) o 1º Congresso Internacional Novos Caminhos, que debaterá a prevenção e a segurança para que não acorram novas tragédias. O encontro terminará no dia 27, quando o incêndio da Kiss completa um ano. O dia será dedicado a uma série de homenagens.

    O incêndio na Boate Kiss ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, causando a morte de 242 pessoas e deixando mais de 620 feridas. O fogo começou durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, quando um dos músicos acendeu um artefato pirotécnico no palco.

    A espuma usada para abafar o som do ambiente era imprópria para uso interno e produziu substâncias tóxicas, como cianeto, o que causou a maioria das mortes. A boate funcionava com documentação irregular e estava superlotada.

    Fale com a Redação - leitor@grupofolha.com.br

    Problemas no aplicativo? - novasplataformas@grupofolha.com.br

    Publicidade

    Folha de S.Paulo 2024