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    Empresária diz se sentir 'usada' por abrigar médica cubana

    FLÁVIA FOREQUE
    JOHANNA NUBLAT
    MÁRCIO FALCÃO
    DE BRASÍLIA

    06/02/2014 03h00

    Cristina Roberto, 59, dona de um buffet em Brasília, diz ter abrigado a médica cubana Ramona Matos Rodriguez em sua casa, num bairro nobre de Brasília, entre a noite de sábado e terça-feira.

    À Folha, Cristina disse que conheceu Ramona e outros cubanos em outubro, quando serviu a alimentação do curso de acolhimento em Brasília, e que manteve contato com alguns deles.

    Segundo Cristina, recentemente, Ramona telefonou dizendo que queria ir a Brasília num fim de semana porque se sentia sozinha. A empresária ofereceu sua casa para hospedá-la. Ela diz que Ramona chegou no sábado.

    Cristina diz que só percebeu que a cubana havia deixado o programa na segunda, quando a médica foi à embaixada dos EUA.

    Editoria de Arte/Folhapress

    Ramona teria pedido então abrigo por um mês. A empresária recusou, e a cubana deixou a casa na terça. Segundo Cristina, ela diz ter um "esposo" cubano em Miami e não querer voltar a Cuba.

    A empresária, que apoia o Mais Médicos, afirma se sentir "usada" e "indignada" com o fato de Ramona dizer que não sabia das condições do programa.

    Ontem, a Folha tentou, sem sucesso, ouvir Ramona sobre o relato de Cristina. A liderança do DEM informou que a médica tem um ex-namorado nos EUA, mas que ela não tinha intenção de deixar Cuba quando chegou ao Brasil para o Mais Médicos.

    Agora, ela acredita que corre risco de vida na ilha.

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