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    Jurandy Teixeira Mendes (1916-2014) - Anotava tudo o que lia e o que via

    ANDRESSA TAFFAREL
    DE SÃO PAULO

    01/08/2014 00h01

    Histórias de viagens, trechos interessantes de obras, tudo era devidamente anotado em caderninhos por Jurandy Teixeira Mendes.

    De cada país que conheceu —e foram muitos, de todos os continentes—, trouxe um "diário de bordo" com anotações sobre os locais por onde passou e outras memórias.

    Já os livros que passavam por suas mãos sempre terminavam com apontamentos em todas as páginas. As passagens que ele considerava mais importantes eram reproduzidas em um caderno, acompanhadas pelo título da obra e pela data da leitura.

    Leu muito até o fim da vida, mas nos últimos anos optava por obras mais leves, literalmente, pois não tinha força para segurar calhamaços.

    Fez carreira no antigo Banespa, aposentando-se como diretor. Por causa do trabalho, morou em diversas cidades paulistas e em outros Estados, como Goiás, sem contar as viagens pelo país durante o tempo em que integrou a inspetoria do banco.

    Parte das horas de folga eram dedicadas à Igreja Presbiteriana. Ia ao culto todos os domingos e deu aulas para jovens fiéis na chamada Escola Bíblica Dominical.

    Em 2008, para comemorar os 75 anos ao lado de Iracy, voltou a Passa Quatro, em Minas, local do casamento. Reproduziram, nos mesmos lugares e com as mesmas poses, as fotos em preto e branco tiradas no dia da festa.

    Dizia, aliás, que o "interior só é bom para tirar fotografia" —apesar de ter nascido na paulista Barretos.

    Morreu na segunda (28), aos 97, de infarto. Deixa Iracy, os filhos, Jair, Júnia e Jânia, quatro netos e cinco bisnetos.

    coluna.obituario@uol.com.br

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