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    Transição Paulistana

    Futura secretária de Doria quer ajustes pró-mercado em regras imobiliárias

    ARTUR RODRIGUES
    RODRIGO RUSSO
    GUILHERME ZOCCHIO
    DE SÃO PAULO

    10/11/2016 14h00 - Atualizado às 23h02

    Jales Valquer/Fotoarena/Folhapress
    O prefeito eleito de São Paulo (SP) João Doria (PSDB) durante anúncio de novos secretários que farão parte de sua gestão na prefeitura. O anúncio aconteceu na manhã desta quinta-feira (10) no prédio da Caixa Econômica Federal localizado na Praça da Sé, região centra da Capital.
    O prefeito eleito João Doria (PSDB) durante anúncio dos secretários que farão parte de sua gestão

    A futura secretária municipal de Desenvolvimento Urbano da cidade de São Paulo, Heloísa Proença, afirmou nesta quinta-feira (10) que vai fazer ajustes nas regras urbanísticas, incluindo contrapartidas aprovadas durante a gestão Fernando Haddad (PT).

    As mudanças podem ser no sentido de deixar as regras mais "atraentes" para o setor imobiliário.

    Apesar de considerar as normas atuais modernas, Heloísa sinalizou que pretende fazer ajustes pró-mercado. Ela também afirmou que recebeu muitas queixas de arquitetos relativas à aplicabilidade de regras do Plano Diretor (que estabelece regras para o crescimento da cidade) e seus complementos, o Código de Obras e a Lei de Zoneamento.

    "As demandas vêm do mercado também. Eles entendem que essa legislação exige muitas contrapartidas do setor privado, tanto urbanísticas como financeiras. Então, essa é outra questão que temos que ver, se é viável".

    A futura secretária disse que as adequações podem ser feitas principalmente por meio de regulamentação. No entanto, não descarta eventuais mudanças por meio de projetos apresentados à Câmara Municipal. Ela afirmou que ouviu do prefeito eleito João Doria (PSDB) que quer que a "a cidade seja atraente para a atividade econômica".

    Heloísa foi indicada para o prefeito eleito por entidades de classe ligadas ao mercado imobiliário, como o Secovi (de compra e venda de imóveis), o Sindicato da Construção Civil (Sinduscom) e a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias.

    As declarações dela foram feitas durante nova rodada de apresentação do secretariado do prefeito eleito, no escritório da transição no centro da cidade.

    No evento, também foram apresentados os secretários Daniel Annenberg (Tecnologia e Inovação), Soninha (Desenvolvimento Social), Wilson Poit (Desestatização e Parcerias), Júlio Serson (Relações Internacionais) e Sérgio Avelleda (Transportes). Fábio Santos, sem status de secretário municipal, cuidará da Comunicação, e Gilberto Natalini (PV), ainda não apresentado oficialmente, será o secretário do Verde.

    Secretários de Doria

    TRUMP

    A eleição do republicano Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos será boa para São Paulo. Essa é a opinião do empresário Júlio Serson, escolhido para ser o secretário de Assuntos Internacionais na gestão Doria.

    "A mentalidade do próximo presidente americano é muito voltada a negócios. Até vejo com sério otimismo que isso pode criar oportunidades para o Brasil, Estado de São Paulo e cidade de São Paulo", disse Serson durante o anúncio do secretariado da gestão tucana.

    TARIFA

    Julio Semeghini, futuro secretário de Governo, afirmou nesta quinta que o congelamento da tarifa de ônibus a R$ 3,80 em 2017 deve custar R$ 1,25 bilhão aos cofres da prefeitura municipal. A conta é mais do que o dobro dos R$ 500 milhões anunciados pelo tucano logo após ser eleito prefeito de São Paulo no começo de outubro.

    De acordo com Semeghini, a diferença de R$ 750 milhões está nos gastos com subsídios de Bilhete Único mensal, semanal e diário (que têm desconto frente à passagem paga na catraca), além de gratuidades criadas pela gestão Haddad (PT), como para desempregados, estudantes e uma faixa maior de idosos (acima de 60 anos).

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