• Cotidiano

    Sunday, 03-Mar-2024 10:30:36 -03

    Rio de Janeiro

    Associação de PMs pede cancelamento do Réveillon na praia de Copacabana

    DO UOL

    28/12/2016 17h53

    A Aomai (Associação de Oficiais Militares Ativos e Inativos da PM e do Corpo de Bombeiros) publicou nesta quarta (28) uma carta pedindo que a Prefeitura do Rio cancele o Réveillon em Copacabana por conta da "grave crise política e financeira que atravessa o Estado".

    A assessoria de imprensa da prefeitura foi procurada pela reportagem do UOL, mas ainda não se manifestou sobre o assunto.

    Os festejos na praia da zona sul carioca –queima de fogos e apresentações musicais– costumam atrair 2 milhões de pessoas e custam cerca de R$ 5 milhões. O evento também acabou sendo atingido pela instabilidade econômica, e a prefeitura reduzirá a duração da queima de fogos de 16 para 12 minutos.

    Marcelo de Jesus - 31.dez.15/UOL
    Queima de fogos de Copacabana; Associação de PMs e bombeiros pede cancelamento do evento deste ano
    Queima de fogos de Copacabana; associação pede cancelamento do evento deste ano

    A partir desse ano, as despesas com as atividades do Réveillon em Copacabana não serão mais pagas integralmente pelos patrocinadores, como ocorria anteriormente.

    No documento, os policiais e bombeiros afirmam que a crise nas finanças do Executivo tem gerado uma onda de protestos violentos e que o Réveillon poderia servir como palco para novas manifestações.

    "A Aomai, antevendo a possibilidade de ocorrência de manifestações que, pela amplitude e quantidade de pessoas envolvidas, poderão tomar proporções violentas e atentatórias a integridade da população presente ao evento, recomenda o cancelamento dos shows artísticos e pirotécnicos no município do Rio", diz a carta, assinada pelo presidente da associação, coronel Adalberto de Souza Rabello.

    No começo deste mês, um protesto de servidores em frente à Alerj (Assembleia Legislativa) terminou com um intenso confronto entre manifestantes e policiais militares. Durante a ação, PMs invadiram a igreja de São José, que fica ao lado da sede do Legislativo, e usaram o local como base para lançar bombas de efeito moral contra a multidão.

    O embate durou mais de cinco horas e transformou o centro da cidade em um praça de guerra, com direito a carros blindados, ruas totalmente bloqueadas e cavalaria da PM. O ato dos servidores é uma reação ao pacote anticrise proposto pelo governo do Estado e votado pelos deputados da Alerj. Entre as medidas estão o aumento da contribuição previdenciária, cortes em programas sociais e outros.

    Fale com a Redação - leitor@grupofolha.com.br

    Problemas no aplicativo? - novasplataformas@grupofolha.com.br

    Publicidade

    Folha de S.Paulo 2024