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    Proteção a pedestres fica pela metade na estrada do M'Boi Mirim, em SP

    FABIO PAGOTTO
    DO "AGORA"

    11/08/2017 15h02

    Rubens Cavallari/Folhapress
    Pedestres se arriscam em travessia em trecho da M'Boi Mirim que não possui sinalização de solo
    Pedestres se arriscam em travessia em trecho da M'Boi Mirim que não possui sinalização de solo

    A ação da gestão João Doria (PSDB) na estrada do M'Boi Mirim, zona sul de São Paulo, para melhorar a segurança de pedestres e os transportes coletivos e reduzir os acidentes cobriu menos da metade da extensão da via, que liderou os acidentes com mortes na cidade em 2016 –22 mortos no total.

    O projeto M'Boi Mirim Segura, que envolve a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, a SPTrans (São Paulo Transporte) e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), começou no dia 31 de julho. Entre as ações anunciadas estão o reforço na fiscalização do trânsito e na operação do transporte coletivo, além de melhorias da sinalização na região.

    O "Agora" percorreu a via na manhã desta quinta (10) e verificou que as medidas foram implementadas em apenas seis dos 16 km de extensão da estrada do M'Boi Mirim. Neles há sinalização, banners e as faixas foram pintadas. A partir do Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch, nada foi feito. As faixas de travessia continuam apagadas ou mesmo ausentes, no restante da estrada.

    A prefeitura também prometeu colocar mais 18 agentes da CET na região, totalizando 47 marronzinhos, distribuídos em três turnos de trabalho, e colocaria mais seis carros em operação, além dos oito já em uso. A reportagem, não localizou nenhum agente das 9h às 12h30 de quinta.

    Rubens Cavallari/Folhapress
    Pedestres atravessam em faixa bem conservada na estrada do M'Boi Mirim, zona sul de São Paulo
    Pedestres atravessam em faixa bem conservada na estrada do M'Boi Mirim, zona sul de São Paulo

    Outra medida anunciada pela gestão Doria foi o aumento do tempo de travessia dos pedestres de 10 para 12 segundos, também restrita à parte inicial da estrada.

    Em dois semáforos de pedestres da metade final da estrada, cronometrados pela reportagem, o tempo em que o farol fica verde é de cinco segundos, seguido por 10 segundos de vermelho piscante e um minuto e 15 segundos de vermelho fixo. Os pedestres dizem que se confundem com a situação.

    O funileiro Edinaldo Bezerra Torres, 59, mora na estrada do M'Boi Mirim, na altura 10.751, trabalha próximo de casa e precisa atravessar a avenida diversas vezes por dia. Ele cruza a via próximo à UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila Calu, onde há uma faixa de pedestres que está pintada no solo pela metade. "Tenho muitos parentes e amigos que já foram atropelados."

    A VIA TODA

    O diretor de operações da CET, Milton Persoli, da gestão Doria, afirmou que, de acordo com cronograma do M'Boi Segura, o programa chegará a toda a extensão da via nas próximas semanas.

    Sobre as diferenças nos tempos dos semáforos, Persoli corrigiu a informação divulgada pela Secretaria Municipal do Transportes de que o tempo é padronizado. "É definido no local por técnico, porque há diferenças em cada semáforo. O aumento do tempo de travessia nos já ajustados é de 20%."

    A respeito da ausência de agentes da CET, o diretor afirmou que o horário coincidiu com o turno em que há menos marronzinhos no local. "No do horário da reportagem, das 9h40 em diante, há cinco agentes da CET no local, condizentes com o menor volume de tráfego", afirmou o diretor.

    A CET, em nota, diz que neste semestre, a via ganhará nove radares, totalizando 12, integração das câmeras da CET com a GCM (Guarda Civil Metropolitana) e iluminação nas faixas de pedestres.

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