• Cotidiano

    Sunday, 22-Oct-2017 16:56:22 BRST

    Folha Verão

    Isopor com cerveja e pastel volta com tudo para driblar preço alto em praias

    REGIANE SOARES
    DO "AGORA", EM PRAIA GRANDE

    09/09/2017 14h00

    Rubens Cavallari/Folhapress
    Praia Grande, SP, BRASIL. 08-09-2017. 11h54min16s. Movimento na praia no feriado de 7 de setembro.. (foto: Rubens Cavallari/Folhapress, NAS RUAS, ** PAUTA DO DIA **). ***EXCLUSIVO AGORA***EMBARGADA PARA VEICULOS ON LINE***UOL E FOLHA.COM E FOLHAPRESS CONSULTAR FOTOGRAFIA DO AGORA SÃO PAULO***f: 3224-2169, 3224-3342. *filename:_MG_3233.CR2* (TRAX NUMBER: 00139206A) ORG XMIT: _MG_3233.CR2
    Movimento na Praia GRande, litoral de SP, durante o feriado de 7 de setembro

    Os preços salgados de bebidas e petiscos na praia, aliados à crise econômica, levaram paulistanos que curtem o feriado prolongado do Dia da Independência na Baixada Santista a comprar produtos em supermercados e recorrer aos velhos e confiáveis isopores –repletos de cerveja, água, pastel e pão com mortadela.

    Na praia da Guilhermina, na Praia Grande (71 km de SP), e na praia de José Menino, em Santos (72 km de SP), a lata de 350 ml de cerveja custava de R$ 5 a R$ 5,50, e o latão, com 550 ml, R$ 8. Nos supermercados, a latinha custa R$ 2 e o latão, R$ 3,50, em média.

    Já as latinhas de refrigerante e a garrafa de 500 ml de água custavam R$ 5 cada, preços bem acima dos valores no mercado, de R$ 1 a R$ 2.

    Foi para evitar gastar muita grana que os estudantes de direito Gabriela Marcondes e Victor Mendes, 23 anos, passaram no supermercado para comprar as bebidas para o feriado. Cerveja, energéticos e os destilados foram prioridade dos jovens. "Não dá para comprar cerveja aqui na praia. É muito caro. Não dá para pagar R$ 5 numa latinha de cerveja. Por isso, achamos melhor comprar em São Paulo", afirmou Victor.

    PASTEL E PEIXE

    Comer na praia também estava caro. Entre os preferidos dos clientes, o pastel custava R$ 7. O espetinho de camarão, de R$ 8 a R$ 10 (a porção, R$ 80). Uma porção de peixe porquinho, por volta de R$ 40.

    O encarregado de operações Rodolfo Francisco da Silva, 27 anos, preferiu trazer o petisco de casa, e de vários sabores, para atender familiares e amigos.

    "Também trouxemos pão com mortadela, marmita com comida para as crianças, frutas, bolachas, cerveja e refrigerante. Fome a gente não vai passar", disse Silva, acompanhado de cinco amigos e quatro crianças.

    O lanche com mortadela não sai por mais de R$ 1. "Está tudo muito caro. É melhor se garantir trazendo de casa."

    TEMPERATURA IDEAL

    O tempo e a temperatura agradaram aos turistas que foram ontem para a Baixada Santista. Com os termômetros na casa dos 25º C e uma brisa suave, a praia da Guilhermina, na Praia Grande, não estava lotada como costuma ficar em feriados prolongados. Ou seja, do jeito que muitos gostam, sem aquela muvuca de pessoas disputando espaço. Tanto na areia quanto no mar.

    A auditora médica Alessandra Sanches Firmino, 45 anos, que costuma descer a serra com a família, disse que neste feriado o tempo estava ótimo. "Não está aquele calorão insuportável. Mas dá para a gente tomar sol tranquilamente. E as crianças também aproveitam para brincar no mar", afirmou Alessandra, que comemorava com amigos e familiares o aniversário de 7 anos de sua filha, Letícia.

    A dona de casa Tatiana Brito de Almeida, 28 anos, também aproveitou o dia de calor com os filhos e sobrinhos na praia. "Está muito bom hoje porque não está muito quente. Além disso, a praia não está lotada", afirmou.

    Já o mestre de obras Claudemir Brito dos Santos, 45 anos, afirmou que foi melhor ter descido com a família do que ter ficado no "trânsito e na poluição" de São Paulo. "É bom sair um pouco da rotina", afirmou Santos, que foi para a praia com a família de Taboão da Serra (Grande São Paulo).

    Para José Izídio Rodrigues, 66 anos, conhecido como Zé Bananeiro, que há 25 anos tem uma barraca na praia da Guilhermina, a temperatura estava ideal para seus clientes tomarem uma cerveja ou caipirinha. "O movimento não está igual ao do Carnaval ou ao do Réveillon, mas está bonzinho." O ambulante Vanderlei de Jesus Silva, 24 anos, disse que é o primeiro feriado prolongado com sol e calor do ano. "O tempo está ajudando. As vendas estão boas", afirmou.

    A família da recepcionista Saadia Jesus Oliveira, 31 anos, aproveitou o feriado prolongado para que a filha dela, Brenda, 5 anos, pudesse estrear sua fantasia de sereia na praia.

    A mãe conta que comprou a fantasia há cerca de um ano, mas todas as vezes que ia para a praia esquecia de levar o traje. "Desta vez ela mesma lembrou e colocou na mala", afirmou Saadia, na Praia Grande.

    Já a menina aproveitou para curtir a fantasia nova. "Está muito legal e eu não quero mais sair da água", disse Brenda.

    A família de Saadia é de São Paulo. De acordo com a recepcionista, a família não pegou trânsito na estrada nem filas no supermercado ou na padaria, o que contribuiu para que curtissem o feriado sem incômodos.

    "Está bem tranquilo aqui neste feriado. Estamos gostando bastante", afirmou Saadia.

    [an error occurred while processing this directive]

    Fale com a Redação - leitor@grupofolha.com.br

    Problemas no aplicativo? - novasplataformas@grupofolha.com.br

    Publicidade

    Folha de S.Paulo 2017