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    Rio de Janeiro

    Rocinha tem duas mortes e adolescente baleada em confronto

    LUCAS VETTORAZZO
    DO RIO

    06/10/2017 09h32 - Atualizado às 18h17

    Reprodução/TV Globo
    Polícia e Forças Armadas fazem megaoperação no Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio
    Polícia e Forças Armadas fazem megaoperação no Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio

    A favela da Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio, foi palco de novos confrontos na madrugada desta sexta-feira (6). Ao menos duas pessoas morreram uma adolescente foi baleada dentro de casa em tiroteios entre polícia e traficantes.

    A despeito da saída das Forças Armadas da comunidade no último dia 29, traficantes continuam no local. A polícia militar continua na favela com grande com 550 homens, que fazem operações diárias para tentar capturar traficantes escondidos na comunidade.

    A adolescente atingida foi socorrida ao hospital e submetida a uma drenagem no tórax. Ela se encontra em observação. A polícia não divulgou a identidade dos suspeitos mortos.

    Em 12 de setembro, a facção ADA (Amigo dos Amigos), que domina a Rocinha, rachou, dando início a uma guerra entre traficantes.

    Grupo ligado ao então chefe da quadrilha na favela, Rogério Avelino, o Rogério 157, conseguiram frustrar tentativa de invasão de um grupo ordenado pelo antigo chefe, oAntônio Bonfim Lopes, o Nem, preso em Rondônia.

    Rogério 157 era braço direito de Nem quando ele foi preso, em 2011, mas se recusou a devolver o controle das bocas de fumo do morro, que estão entre as mais rentáveis da cidade.

    A polícia interviu na guerra e no dia 17 cerca de mil homens das Forças Armadas ocuparam o morro. Após uma semana de operação, as tropas federais deixaram a Rocinha e a polícia militar aumentou o efetivo no local.

    Há a suspeita que após o racha no tráfico local, o grupo de Rogério 157 estaria sendo sondado para mudar para o Comando Vermelho, a maior facção do Rio.

    Enquanto a suspeita não é confirmada, o que se sabe ao menos é que há dois grupos rivais que aguardam o fim do cerco policial para voltar a tentar tomar o controle da comunidade.

    Confrontos pontuais têm ocorrido no local. A secretaria municipal de Educação fechou escolas da Rocinha com receio de tiroteios.

    FORÇAS ARMADAS

    Apesar de ter deixado a Rocinha, as Forças Armadas continuam no Rio e mantém operações com o objetivo de reduzir o poder de fogo do tráfico.

    Nesta sexta-feira, a polícia do Rio e as Forças Armadas fizeram desde a madrugada uma mega operação no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, zona norte do Rio.

    O objetivo é cumprir 31 mandados de prisão contra suspeitos de integrarem o tráfico de drogas no local. Ao menos 12 pessoas haviam sido presas e apreendida quantidade ainda não divulgada de drogas.

    Segundo a secretaria estadual de Segurança Pública do Rio, ao menos seis dos presos participaram da tentativa frustrada de invasão da Rocinha no mês passado.

    A ação contou com cerca de mil homens, entre militares das Forças Armadas, agentes da Força Nacional, policiais militares e civis. A operação tem apoio de helicópteros e de veículos blindados.

    Agentes da UPP do Morro dos Macacos investigaram por três meses a atuação dos traficantes de drogas do local. A Polícia Civil identificou 31 homens que tiveram mandado de prisão expedidos pela Justiça.

    A investigação teria apontado que homens da favela teriam tido papel importante durante a guerra do tráfico na Rocinha.

    O Morro dos Macacos seria a segunda maior favela dominada pela facção ADA (Amigo dos Amigos), a mesma que controlava a Rocinha, antes de seus líderes racharem.

    Um dos chefes teria sido aliado de Rogério Avelino, o Rogério 157, comandante do tráfico da Rocinha. Agora, contudo, ele estaria alinhado com seu rival, Antônio Bonfim Lopes, o Nem.

    A polícia suspeita que bandidos do Morro dos Macacos estariam planejando uma nova tentativa de invasão da Rocinha.

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