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    Crise da água

    Acompanhe o nível dos reservatórios de São Paulo

    DE SÃO PAULO

    17/11/2017 09h08

    A Sabesp divulga diariamente os níveis dos seis principais reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo.

    A medição da Sabesp compreende um período de 24 horas: das 7h às 7h.

    Rubens Fernando Alencar e Pilker/Folhapress

    Com a queda significativa dos níveis dos reservatórios que abastecem a Grande São Paulo a partir de 2014, o Cantareira chegou ao seu volume mínimo histórico. A Sabesp teve que viabilizar uma técnica para captar a água que ficava abaixo da altura dos canos de captação, no chamado "volume morto".

    Assim, o Cantareira entrou no volume morto em 12 de julho de 2014. O plano é que essa reserva fosse utilizada por quatro meses, até que as chuvas de outubro daquele ano voltassem a encher a represa. As chuvas não vieram, o Cantareira continuou esvaziando até que em 15 de novembro a Sabesp começou a explorar a segunda cota do volume morto.

    Os reservatórios continuaram caindo até o final de janeiro de 2015. Naquela época, já se falava na terceira e até em uma quarta cota de volume morto. Mas as chuvas voltaram e, com um programa de incentivo à redução de consumo por parte da população e a política de redução de pressão da água nos canos da cidade (que deixou diariamente milhares de pessoas sem água), os reservatórios começaram a encher.

    Apenas em dezembro de 2015, o Cantareira deixou seu volume morto.

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