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    TV e transações rendem ao São Paulo maior salto de receita entre os grandes paulistas

    FABIO LEITE
    DE SÃO PAULO

    03/05/2013 03h25

    Mesmo sem contabilizar a milionária negociação do meia Lucas com o Paris Saint-Germain, o São Paulo foi o clube que mais aumentou a receita em 2012 entre os quatro grandes paulistas.

    Análise dos balanços patrimoniais do ano passado mostra que a arrecadação do futebol são-paulino subiu 38,5% ante 2011, chegando a R$ 220,7 milhões.

    As comparações só puderam ser feitas agora porque o Palmeiras divulgou seu balanço apenas na data-limite, a última terça-feira.

    Apesar do salto expressivo, o São Paulo arrecadou 29% a menos que o Corinthians, líder em faturamento com futebol --R$ 310,9 milhões.

    Editoria de Arte/Folhapress

    Mas o clube do Morumbi ainda receberá R$ 115,8 milhões do PSG pela venda de Lucas, feita em agosto do ano passado, mas sacramentada apenas em janeiro.

    Editoria de Arte/Folhapress
    Quanto arrecadou com futebol
    Quanto arrecadou com futebol

    Apesar disso, o incremento no cofre são-paulino foi alavancado em grande parte pela venda de jogadores, como o zagueiro Bruno Uvini (Napoli), o volante Jean (Fluminense) e o atacante Marlos (Metalist, da Ucrânia).

    As negociações renderam R$ 46,3 milhões --ante R$ 24,9 milhões em 2011--, fazendo do São Paulo o líder no quesito. No ano anterior, o posto foi do Corinthians, que faturou R$ 59,7 milhões com jogadores, ante R$ 33,8 milhões no ano passado.

    COTAS DE TV

    O São Paulo também foi o que mais elevou a receita com os direitos de transmissão dos jogos pagos pelas emissores, principal fonte de dinheiro dos clubes. O repasse de R$ 112,4 milhões é 67,5% maior do que em 2011.

    Ainda assim, o Corinthians continua sendo o maior beneficiado pelas cotas de TV. Recebeu R$ 153,8 milhões, mais do que todo o faturamento do futebol do Palmeiras --R$ 149,7 milhões.

    Além de já receber quantia superior à dos rivais nos mesmos campeonatos, o alvinegro da capital ainda lucrou com as cotas do Mundial de Clubes, em dezembro.

    Os balanços revelam que, apesar do menor índice de crescimento, o Santos se confirmou como a terceira força econômica, deixando o Palmeiras na lanterna entre os grandes, o que ocorreu pela primeira vez em 2011.

    No ano seguinte ao título da Libertadores, o clube de Neymar faturou 50% a mais com cotas de TV e 39,8% com patrocinadores, enquanto o Palmeiras antecipou em 2012 parte dos direitos de transmissão deste ano e teve, de longe, a pior receita com venda de atletas (R$ 6,3 milhões).

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