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    Pato apresenta média menor do que estrelas no Corinthians

    DIEGO IWATA LIMA
    DE SÃO PAULO

    11/08/2013 02h40

    Alexandre Pato estreou voando pelo Corinthians. Em 3 de fevereiro, na goleada por 5 a 0 contra o Oeste, no Pacaembu, pelo Paulista, o jogador fez seu primeiro gol pelo clube na primeira vez que tocou na bola, três minutos depois de pisar o gramado.

    Seis meses depois, porém, o que soava como prenúncio de mais uma grande contratação corintiana se mostra uma decepção momentânea.

    Hoje, contra o Vitória, no Pacaembu, e quarta-feira, contra o Fluminense, no Maracanã, Pato terá duas chances de reverter o quadro.

    Contratado do Milan por R$ 40 milhões, o jogador ainda não engrenou e chegou a ser xingado por parte da torcida após o empate contra o Santos, na quarta-feira.

    Desde que aportou no clube, Pato, que não conseguiu se firmar entre os titulares, entrou em campo 34 vezes, anotando dez gols.

    Tais números perfazem uma média inferior às obtidas por outros atacantes contratados para serem artilheiros do time nos últimos anos.

    Ele passa longe, por exemplo, dos 16 gols de Ronaldo e dos 15 marcados por Tevez no mesmo número de partidas.

    O desempenho dele é igual ao de Herrera, chamado de "quase-gol" pela torcida, por sua mira pouco calibrada.

    Robson Ventura - 7.jun.2013/Folhapress
    Alexandre Pato, em treino no CT do Corinthians
    Alexandre Pato, em treino no CT do Corinthians

    Graças à convocação de Paolo Guerrero para o amistoso da seleção peruana contra a Coreia do Sul, no dia 14, o atacante vai ter dois jogos para comprovar o discurso daqueles que o defendem.

    "Ele tinha de se adaptar, e isso leva tempo. Pato veio do futebol europeu, onde tudo é diferente", disse o diretor-adjunto de futebol, Edu Gaspar, na última quinta-feira, repetindo discurso que já saiu da boca de outros cartolas.

    O técnico Tite é menos protetor. Sem usar o tempo que Pato passou na Europa como justificativa, o técnico apenas reconhece que o atacante ainda não entendeu o espírito competitivo que precisa ter para conseguir sucesso no Corinthians.

    "Aqui, jogador tem de se ralar no chão. E, no domingo [hoje], ele já vai estar assim", diz Tite, com evidente dose de esperança.

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