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    Magnano adota 'confessionário' para pacificar seleção brasileira

    MARIANA BASTOS
    DE COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE GRANADA

    29/08/2014 02h00

    Às vésperas do início do Mundial masculino da Espanha, que começa neste sábado (30), a seleção brasileira vive clima de tranquilidade entre o técnico Rubén Magnano e jogadores, situação bem distinta do que ocorreu há pouco menos de um ano.

    Na ocasião, o time, desfalcado dos principais astros, protagonizou um dos maiores fiascos de sua história ao perder os quatro jogos que disputou na Copa América.

    O fracasso quase custou ao Brasil a participação no Mundial –foi convidado pela federação internacional– e rendeu rusgas entre Magnano e jogadores da NBA que haviam pedido dispensa. Há um ano, o argentino esbravejou: "Sou responsável, mas também os jogadores que decidiram não estar aqui."

    O treinador esteve com o cargo a perigo, mas permaneceu. Para contornar a situação, foi atrás de cada um dos jogadores contemporizar. Estiveram fora da Copa América Anderson Varejão, Nenê, Tiago Splitter e Leandrinho.

    "Vivemos uma situação muito particular na Copa América. Acho que ficou claro que, sem os jogadores mais importantes, é difícil enfrentar um jogo de Mundial ou de Olimpíada", destacou o argentino. "Fui diretamente falar cara a cara com eles. Acho que tivemos um bom resultado com essas conversas."

    Desde 2010, quando Magnano chegou à seleção, essa é apenas a segunda vez que ele consegue reunir os melhores jogadores em um torneio. A outra vez foi em 2012, quando conduziu o Brasil ao quinto lugar nos Jogos de Londres.

    Divulgação/CBB
    Seleção brasileira faz primeiro treino no ginásio do Mundial
    Seleção brasileira faz primeiro treino no ginásio do Mundial

    Magnano se recusou a comentar o teor das conversas, guardado como "segredo de confessionário."

    "Se você vai fizer uma confissão a um padre e depois alguém lhe perguntar o que foi confessado, ele não vai dizer. São conversas privadas que tive com cada jogador. O que posso dizer é que falei da importância que a seleção deve ter em suas vidas."

    Com as desavenças resolvidas, a seleção agora se gaba de chegar ao Mundial com uma equipe competitiva. Splitter, por exemplo, chega ao campeonato em alta depois de conquistar o título da NBA pelo San Antonio Spurs.

    Além disso, a equipe brasileira teve tranquilidade para fazer uma extensa preparação para Mundial. A concentração durou cerca de 40 dias, incluindo muitos treinamentos e amistosos.

    O Brasil compõe o grupo A, ao lado de Espanha, França, Egito, Irã e Sérvia. O primeiro adversário será a França, no sábado (30), às 13h.

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