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    Lava Jato

    Envolvimento de Nuzman na Lava Jato preocupa dirigentes de confederações

    PAULO ROBERTO CONDE
    DE SÃO PAULO

    06/09/2017 02h00

    Ricardo Borges/Folhapress
    Carlos Arthur Nuzman (à esq.), presidente do COB e do comitê Rio-2016, presta depoimento na sede da Polícia Federal no Rio
    Carlos Arthur Nuzman (à esq.), presidente do COB e do comitê Rio-2016, presta depoimento na sede da Polícia Federal no Rio

    O sempre movimentado grupo de Whatsapp dos presidentes de confederações ligadas ao COB (Comitê Olímpico do Brasil) passou parte desta terça (5) em silêncio.

    O motivo foi a operação PF que intimou Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB há 22 anos, a dar depoimento.

    Os líderes de confederação temem que a implicação do cartola possa gerar desdobramentos, sobretudo financeiros, ao comitê e suas entidades.

    Nuzman não vai poder tentar um novo mandato após 2020, devido a determinações da Lei Pelé, o COB não tem patrocinadores e as confederações tiveram redução em repasses após a Rio-2016.

    Segundo um presidente ouvido pela Folha, que pediu para não ser identificado, "acordar com essa notícia foi um choque, um baque". Ele, porém, defendeu que se lhe dê voto de confiança.

    Outro afirmou que "todo mundo foi nocauteado pela operação" da Polícia Federal. E contou uma história curiosa.

    Há cerca de duas semanas, o COB promoveu uma reunião em sua sede, no Rio de Janeiro. Diretores, entre eles Nuzman, anunciaram que pretendiam implementar um sistema –chamado de GET (governança, ética e transparência)– nas confederações.

    Agora, com a operação que envolveu o principal cartola do comitê, não haveria qualquer credibilidade para empurrar um sistema para as filiadas.

    Em meio à situação, a maioria dos dirigentes evita fazer manifestações por temor de futura represália. Boa parte das confederações –como as de tiro esportivo, hóquei sobre grama e pentatlo moderno– não tem patrocinadores e subsistem somente dos repasses vindos da Lei Piva.

    A legislação manda que o COB distribua entre os órgãos um percentual do que é arrecadado em loterias federais.

    Procurado, o Ministério do Esporte não se pronunciou sobre a investigação a respeito das atividades de Carlos Nuzman.

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