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    Sem Nuzman, ex-comandante do judô nacional vai administrar o COB

    PAULO ROBERTO CONDE
    DE SÃO PAULO

    05/10/2017 13h36

    Adriano Vizoni - 5.mar.2010/Folhapress
    SÃO PAULO, SP, 05.03.2010: COPA DO MUNDO DE JUDÔ - Presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Paulo Wanderley Teixeira. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab anunciou nesta sexta-feira (5/3), na sede da Prefeitura, Edifício Matarazzo, no Viaduto do Chá, que a cidade de São Paulo será a sede da Copa do Mundo de Judô. O evento esportivo faz parte do Circuito Mundial, que conta com outras 26 competições. O prefeito recebeu uma placa comemorativa do Presidente da Federação Internacional de Judô, Marius Vizer, e foi presenteado com um quimono pelo Presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Paulo Wanderley Teixeira. Presente no evento o secretário municipal de Esportes de São Paulo, Walter Feldman e o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman. (Foto: Adrinano Vizoni/Folha Imagem)
    O atual vice-presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira, em evento em 2010

    Durante os cinco dias de prisão preventiva de Carlos Arthur Nuzman, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) será comandado por seu vice-presidente, Paulo Wanderley Teixeira.

    De acordo com o estatuto do COB, sempre que há vacância do presidente os imediatos são o vice e, na sequência, o secretário-geral (Sérgio Lobo).

    Potiguar radicado no Espírito Santo, Teixeira comandou a CBJ (Confederação Brasileira de Judô) por quase 16 anos, e nela conquistou projeção.

    Em seus mandatos, os judocas do país conquistaram 12 medalhas em Jogos Olímpicos e 30 em Campeonatos Mundiais.

    Wanderley fez a aliança Nuzman para chapa única que venceu a eleição para a presidência do COB em abril de 2016. Seis meses depois, a chapa foi vencedora e ele foi alçado ao posto de vice-presidente da entidade.

    A intenção inicial de Nuzman era fazer com que seu aliado o sucedesse no próximo pleito para o comitê, que ocorrerá após os Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas as circunstâncias fazer com que ele já toque o dia a dia do órgão. O expediente já ocorre durante viagens ou ausências do mandatário.

    Nuzman também está envolvido com a liquidação do Comitê Organizador dos Jogos do Rio, que acumula dívidas superiores a R$ 120 milhões. Sem ter para onde recorrer, a dívida deve se tornar impagável.

    O prazo estabelecido em estatuto para o encerramento do comitê organizador é 2023.

    A Polícia Federal prendeu Nuzman e Leonardo Gryner, seu braço direito no comitê organizador da Rio-16. Os dois são suspeitos de atuarem na compra de votos para a escolha da cidade para sediar os Jogos Olímpicos.

    A operação é um desdobramento da Operação "Unfair Play", que investiga a compra do voto do senegalês Lamine Diack por US$ 2 milhões. O empresário Arthur César Soares de Menezes, foragido há um mês, foi o responsável por pagar a quantia semanas antes da escolha, em outubro de 2009, em Copenhague, de acordo com as investigações.

    Ian Cheibub/Folhapress
    RIO DSE JANEIRO, RJ, 05.10.2017, BRASIL, A Polícia Federal prende Presidente e ex-diretor do Comitê Olímpico, Carlos Arthur Nuzman e Leonardo Gryner.Crédito Ian Cheibub / Folhapress ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
    Policiais acompanham o presidente do COB e da Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, preso nesta quinta
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