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    'O Despertar da Força' se torna 3ª maior bilheteria do mundo

    SANDRO MACEDO
    EDITOR-ADJUNTO DA "ILUSTRADA"
    GUILHERME GENESTRETI
    DE SÃO PAULO

    10/01/2016 21h09

    "Acho que descobrimos mais do que ouro, é fantástico." A declaração de Bob Iger, diretor-executivo da Disney, foi feita em 17 de dezembro, dia da estreia mundial de "Star Wars: Episódio 7 –O Despertar da Força".

    Talvez se tivesse que repensar a frase hoje, Iger poderia dizer que a franquia espacial, comprada de George Lucas por US$ 4 bilhões (R$ 16 bilhões), vale como diamante.

    A lição de casa foi feita: apenas 20 dias após o lançamento, "O Despertar da Força" pulverizou o recorde de "Avatar" nas bilheterias americanas (US$ 760,5 milhões), que durava desde 2009. Após números prévios divulgados neste domingo (10), o novo filme da saga chegou a US$ 812 mi.

    No ranking mundial, acaba de ultrapassar "Jurassic World" e se tornar a terceira maior bilheteria de todos os tempos (calculada pelos americanos em venda de ingressos, mas sem contar a inflação). "Avatar" continua no topo, com US$ 2,7 bilhões, seguido por "Titanic" (US$ 2,1 bi), ambos de James Cameron.

    Para destroná-los, o novo "Star Wars" precisa conquistar a China, segundo maior mercado cinematográfico, e mais importante do que muita galáxia mundo afora.

    A invasão chinesa começou dando certo: O filme faturou US$ 33 milhões só no sábado (9), dia em que estreou –maior abertura de um filme da Disney no país asiático e maior estreia de um longa nesse dia da semana em todo o mundo.

    "Jurassic World", segundo maior sucesso de 2015, por exemplo, faturou mais de US$ 200 milhões no gigante asiático. A expectativa com "Star Wars" é de que esse valor seja superado de longe.

    A Disney, contudo, tinha algo a temer: o grosso do público chinês é cada vez mais jovem e mais sediado nas pequenas cidades –já o público-alvo da saga é mais velho, mais cosmopolita, mais pop. Para bater a marca, montou um plano tão ou mais maquiavélico quanto o da construção de uma Estrela da Morte.

    Primeiro, o desejo. Em 2015, a empesa escolheu Xangai para abrir sua maior loja do mundo, recheada de produtos com o logo "Star Wars". Em outubro, enfileirou 500 "stormtroopers" (os capangas de armadura branca) na Grande Muralha da China.

    Segundo, a parceria. A Disney vai abrir, também em Xangai, nada menos que uma unidade da Disneylândia.

    Terceiro, o sabor do passado. Em maio, aproveitando um festival de cinema, a distribuidora mostrou pela primeira vez em tela grande a trilogia original para os chineses. Isso mesmo, eles esperaram 38 anos para ver "Uma Nova Esperança".

    Por último, a ansiedade. Ao contrário de outros blockbuster, os chineses tiveram que esperar. No dia 17 de dezembro, "O Despertar da Força" já passava em cinemas da Armênia, Fiji, Peru e Macedônia, por exemplo. Na China, tiveram que aguardar pacientemente até sábado passado (9).

    INFLAÇÃO

    Os US$ 812 milhões de "O Despertar da Força" foram o suficiente para tirar "Avatar" do trono de mais visto dos EUA em valor absoluto. Mas há um número que o episódio 7 vai ter que ter muita força ainda para alcançar: a inflação no valor do bilhete de cinema nas últimas décadas.

    Por esse critério, "O Despertar" ainda está longe, muito longe do líder: "...E o Vento Levou" (de 1939), soma impressionante US$ 1,7 bilhão. O "Star Wars" original, de 1977, é o segundo, com US$ 1,5 bilhão. Clássicos do cinema como "A Noviça Rebelde", "Doutor Jivago" e "Os Dez Mandamentos" (não o da Record) figuram no top 10.

    Nesta lista, "O Despertar da Força" ocupa o "modesto" 15º lugar... por enquanto.

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