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    Pitchfork Festival Paris, evento mais hipster do mundo, começa hoje

    LÚCIO RIBEIRO
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PARIS

    27/10/2016 13h07

    Cada vez maior, o Pitchfork Festival Paris, evento de música que começa nesta quinta (27) sua edição 2016 na capital francesa, definitivamente não é um festival qualquer e gera discussões em torno da música independente, seja ela de conteúdo roqueiro, eletrônico ou hip-hop.

    Ao mesmo tempo que seus shows podem ser acompanhados depois de harmonizar ostras com um vinho branco Pinot da região da Audácia, vendidos em sua área de alimentação, o festival importa para a França, mais uma vez, a marca indie mais valiosa do planeta, a do site-bíblia dos sons alternativos de artistas emergente Pitchfork, que já realiza há 10 anos uma edição do evento em Chicago.

    Vincent Arbelet/Reprodução
    A banda escocesa Chvrches em apresentação durante o Pitchfork Music Festival Paris 2014
    A banda escocesa Chvrches em apresentação durante o Pitchfork Music Festival Paris 2014

    O de Paris, que teve sua primeira edição em 2011, pode ser considerado o último festival europeu importante do ano, junto com o islandês Airwaves (novembro), por acontecer no outono, fechado, depois que a Europa contabilizou um sem-número de festivais grandes de verão, ao ar livre e de todos os tipos e tamanhos.

    Isso traz à tona uma outra fama para o Pitchfork Festival de Paris: seus frequentadores hipsters. Casacos e calças de brechó para os homens e chapéus estilosos para as mulheres são uma espécie de uniforme para quem vai ao evento. As bermudas indies e as camisetas de banda estão, por ora, vetadas, esperando por tempos melhores, literalmente.

    Realizado no imponente Grande Halle de la Villete, uma estrutura de vidro e metal do século 19 que já foi um matadouro e hoje é o maior centro cultural de Paris, parte de um complexo que recebe shows especiais, feiras de arte e cinema open-air, o Pitchfork Festival 2016 receberá, em três dias de evento, uma média de 5 mil pessoas por dia.

    Neste ano, vai elencar nomes como o da "guerrilheira" MIA, o show novo do Nick Murphy, que até pouco tempo era conhecido como o cultuadíssimo Chet Faker, o novo-morrissey Porches, o punk vanguardista Parquet Courts, os eletrônicos finos Moderat, Todd Terje, Mount Kimbie e Floating Points, mais Explosions in the Sky, Warpaint, DJ Shadow, Bat for Lashes e outra galera da vanguarda do rock ou eletrônica.

    O jornalista Lúcio Ribeiro viaja pela Europa à convite da Air France.

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