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    Recuperação do Brasil será 'lenta, tijolo a tijolo', diz Levy

    RAUL JUSTE LORES
    DE WASHINGTON

    01/06/2015 17h55

    O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que a retomada da economia brasileira será "lenta, tijolo a tijolo", em debate nesta segunda (1º) sobre as perspectivas da economia da América Latina, na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), na capital americana.

    Em rápida conversa com jornalistas, Levy disse que o segundo semestre tem "bastante chance" de ser "mais favorável" para a economia brasileira se as "medidas necessárias forem tomadas com rapidez. Isso envolve a resposta do setor privado", acrescentou.

    Mike Theiler - 19.abr.2015/Reuters
    O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em reunião do FMI em abril
    O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em reunião do FMI em abril

    Disse, também, que a captação feita pela Petrobras nesta segunda "parece que teve uma repercussão superpositiva, a resposta está sendo exitosa"

    A mesa-redonda de que Levy participou no FMI ainda contava com o subsecretário do Tesouro americano, o ministro da Economia do Peru e a economista Carmen Reinhart. Mas todas as perguntas da plateia, formada por investidores e autoridades de organismos internacionais (a imprensa não pôde estar presente), foram dirigidas a Levy.

    "Todo mundo quer saber o que está acontecendo com o Brasil. Sétima economia do mundo, botando a casa em ordem, a presidente conseguiu passar as leis que o Brasil precisa para voltar a crescer", disse.

    Questionado sobre o porquê de o resto da América Latina estar crescendo mais que o Brasil, o ministro disse que é hora de focar mais "em reformas do lado da oferta".

    "Por bastante tempo, pensava-se que bastava apoiar a demanda, ter incentivos, mas isso não estava mais levando pra frente" e que agora é hora "para os preços ficarem no lugar certo".

    Ele disse que é preciso facilitar o pagamento de impostos e voltou a falar de seu desejo em reformar o PIS-Cofins e o ICMS. Disse que o ICMS se tornou "uma trava para o crescimento". "Não traz mais dinheiro para os governadores e faz com que as empresas não queiram investir mais", declarou.

    Sobre o pessimismo do mercado com o Brasil, ele disse que era "normal". "Em geral, há um período em que você mergulha, depois você se recupera, e há algumas discussões demorando mais que o previsto inicialmente no Congresso e em outros lugares".

    VISITA DE DILMA

    Horas antes, Levy se encontrou com o secretário do Tesouro americano, Jack Lew. Ele disse que conversaram sobre a visita da presidente Dilma Rousseff à Casa Branca, em 30 de junho. "Há uma grande expectativa aqui sobre essa visita, é uma grande oportunidade em um momento importante para os dois países".

    Segundo Levy, ambos ainda falaram sobre infraestrutura, "os EUA também têm um desafio nessa área" e sobre financiamento.

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