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    Após deixar de produzir 2,3 milhões de barris, Petrobras retoma produção

    NICOLA PAMPLONA
    DO RIO

    23/11/2015 11h21 - Atualizado às 21h51

    A Petrobras informou nesta segunda-feira (23) que a produção nacional de petróleo e gás começou a ser normalizada com o fim da greve no principal sindicato de trabalhadores da companhia, anunciado na sexta (20).

    Durante a paralisação, a estatal deixou de produzir 2,29 milhões de barris de petróleo e 48,4 milhões de metros cúbicos de gás natural.

    O volume de petróleo equivale a quase um dia de produção da empresa (em outubro, a estatal extraiu a média 2,19 milhões de barris de por dia, incluindo suas atividades no exterior).

    No caso do gás, a perda provocada pelos grevistas equivale a pouco mais da metade da média de 90 milhões de metros cúbicos por dia registrada em outubro.

    Considerando os preços médios de venda de petróleo e gás natural no terceiro trimestre, a Petrobras teve perdas de cerca de US$ 115 milhões durante a greve.

    MAIOR PARTE

    O fim da mobilização já foi aprovado pela maior parte dos trabalhadores da estatal.

    Faltam apenas os cinco sindicatos filiados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que votarão nesta semana indicativo de suspensão do movimento.

    A greve foi iniciada nas bases da FNP no dia 29 de outubro. Três dias depois, ganhou a adesão dos sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa a maior parte dos empregados da companhia.

    Os petroleiros ligados à FUP nunca tornaram público qual o reajuste salarial que pretendiam —os da FNP pediam 18%.

    Os empregados questionavam ainda o plano de negócios da companhia, que prevê corte de investimentos e venda de ativos. Pediam também a manutenção de direitos acertados em acordos trabalhistas anteriores.

    A proposta final aceita pela categoria garantiu um reajuste de 9,53% e criou um grupo de trabalho para discutir alternativas ao plano de negócios.

    Além disso, a estatal desistiu de fatiar as negociações salariais por subsidiárias —um dos principais alvos de críticas dos sindicatos.

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