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    Economistas preveem queda de 3,2% no PIB e inflação de 10,4% em 2015

    DE SÃO PAULO

    30/11/2015 09h29

    A um dia da divulgação do PIB do terceiro trimestre, o centro das estimativas (mediana) de economistas consultados pelo Banco Central é de que a economia encolha 3,19% em 2015. Na semana passada esperava-se queda de 3,15%.

    Os dados fazem parte do boletim Focus, pesquisa entre economistas e instituições financeiras divulgada semanalmente pelo Banco Central.

    Para 2016, a previsão é de que o PIB encolha 2,04%. Há uma semana, esperava-se queda de 2,01%.

    Boletim Focus

    PREVISÃO DE INFLAÇÃO EM 2015 PIORA

    Segundo os economistas, a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deve fechar 2015 em 10,38%. Há uma semana esperava-se a taxa em 10,33%.

    Para 2016, foi mantida a previsão de IPCA em 6,64% no fechamento do ano.

    A taxa de câmbio para deve ficar em R$ 3,95 para o fechamento do ano, a mesma previsão da semana anterior. Para o final de 2016, também foi mantida a previsão da semana anterior para o câmbio, em R$ 4,20.

    SELIC

    A meta da taxa Selic (sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia) foi mantida em 14,25%, a mesma previsão da semana anterior.

    A meta é um patamar ideal apontado pelo Banco Central para a taxa. Com ela, a entidade indica ao mercado que atuará para abaixar ou subir o indicador para mantê-lo em torno desse nível.

    A previsão de economistas para a taxa em 2015 será mantida no patamar atual até o fim do ano, já que não haverá mais nenhuma reunião de revisão da Selic no período.

    Para 2016, a meta da Selic foi ampliada para 14,13%. Há uma semana, esperava-se a taxa em 13,75%.

    A taxa de juros é o instrumento utilizado pelo BC (Banco Central) para manter a inflação sob controle ou para estimular a economia.

    Se os juros caem muito, a população tem mais acesso ao crédito e, assim, pode consumir mais. Esse aumento da demanda pode pressionar os preços caso a indústria não esteja preparada para atender a um consumo maior.

    Por outro lado, se os juros sobem, a autoridade monetária inibe consumo e investimento —que ficam mais caros—, a economia se desacelera e evita-se que os preços subam, ou seja, que haja inflação.

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