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    BNDES diz que houve esforço para diversificar empréstimos

    DE BRASÍLIA

    03/01/2016 02h00

    Sergio Moraes - 10.ago.2015/Reuters
    A sede do BNDES, no centro do Rio
    A sede do BNDES, no centro do Rio

    O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) defendeu o PSI, programa de subsídio para estimular investimentos adotado entre 2009 e 2014 e que foi encerrado em 2015.

    Segundo o banco, não há surpresa na concentração de grandes empresas no grupo que mais recebeu recursos do programa. Elas responderam por 86% do investimento industrial e banco participou com 78% de crédito para essas companhias.

    "Mas é errôneo concluir que essa concentração ocorra em função da ação do BNDES", disse o banco. "No caso do PSI, o número de empresas mostra nosso esforço em promover a inclusão creditícia, ampliando a base de empresas apoiadas".

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    Além disso, ainda segundo o banco, a concentração dos empréstimos nas grandes empresas não comprometeu o crédito para empresas de menor porte.

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    "Os investimentos geram, em um primeiro momento, emprego e renda e, posteriormente, ampliação de capacidade produtiva, fatores que permitem ao Brasil crescer mais sob inflação baixa", diz o banco apontando setores como ferrovia e energia eólica como exemplos de segmentos que tiveram forte desenvolvimento graças ao programa do banco de fomento.

    Em relação à linha de financiamento para a produção de bens que vão para a exportação, o banco possui cinco estudos apresentando dados que essa política ajudou as empresas a exportar mais. Para o BNDES, esse tipo de política é praticada em todo o mundo, mas com juros mais altos.

    Tipos de empréstimo - Em %*

    "As vendas externas são importante fator de dinamismo (emprego, renda e desenvolvimento tecnológico) de uma economia nacional. Os juros praticados permitem que as empresas brasileiras exportem seus produtos visto que tornam seu preço compatível com o preço praticado pela concorrência internacional", disse o banco.

    A Folha encaminhou nove questionamentos ao Ministério da Fazenda. Houve resposta de quatro deles pela Secretaria do Tesouro que só esclareceu questões técnicas. As perguntas sobre a efetividade, qualidade e benefícios dessa política pública não foram respondidas.

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