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    Análise

    Empresas que avaliam riscos de aplicações financeiras estão na mira da PF

    NATUZA NERY
    EDITORA DO PAINEL

    05/09/2016 12h28

    A Operação Greenfield não é uma Lava Jato, mas dará aos que pecaram tantas dores de cabeça quanto.

    Oito de dez aplicações suspeitas de quatro dos maiores fundos de pensão do país estão na mira da Polícia Federal e da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), espécie de xerife do mercado financeiro.

    Oito em dez investimentos? Trata-se de gestão temerária, para dizer o mínimo, com 80% de "sucesso".

    Os superlativos não param por aí.

    OPERAÇÃO GREENFIELD
    PF deflagra ação para investigar fraudes

    A Justiça bloqueou cerca de R$ 8 bilhões em bens e ativos de pessoas e empresas e deixou o mercado financeiro nervoso. Também pudera: além dos fundos de pensão, o empresário Wesley Batista, dono da poderosa J&F, foi conduzido à delegacia para prestar depoimento sobre o contrato de uma de suas empresas.

    Mas há mais motivos para agitações logo mais: empresas que avaliam riscos de operações financeiras também entraram na mira da PF e do Ministério Público.

    Eis a hipótese dos investigadores: o dito esquema envolvia triangulações entre tomadores de empréstimos, fundos de pensão e empresas que avaliavam se esses contratos eram seguros.

    O número do suposto esquema já seria estrondoso se ficasse nisso. Mas informações obtidas por esta Folha indicam que veremos esse montante saltar aos bilhões nas próximas fases — sim, leitores, haverá mais fases adiante.

    A Greenfield veio para ficar.

    Danilo Verpa/Folhapress
    Operacao Greenfield, que apura desvios em fundos de pensão, deve ser longa
    Policial durante ação da operação Greenfield

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