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    Mudança na lei eleitoral cria oportunidade para baratear campanha

    REINALDO CHAVES
    DE SÃO PAULO

    23/10/2016 02h00

    Eduardo Anizelli/Folhapress
    SAO PAULO, SP, BRASIL, 18-10-2016, 17h00: Retrato da Glauci Lisboa. A Glauci e socia da Midiacode, um projeto da Novari, start-up da Incubadora de Empresas de Base Tecnologica IPEN/USP/Cietec, que criou um tipo de santinho digital, com videos, plano de governo e links para seus sites entregues digitalmente. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress, FSP-SUP-ESPECIAIS) ***EXCLUSIVO***
    Glauci Lisboa na sede da Novari, em São Paulo

    A mudança da lei eleitoral que proibiu doações de empresas para campanhas criou uma oportunidade de negócios para pequenas companhias de marketing digital.

    "Estou sem dinheiro. Está é a frase que mais ouvi dos políticos neste ano", conta Glauci Lisboa, 39, uma das sócias da Novari, start-up que criou um 'santinho virtual'.

    A ferramenta funciona a partir de um código QR que é impresso em folhetos e, ao ser lido por celular ou tablet, redireciona o usuário para o conteúdo do candidato.

    "Pode ser seu site, um vídeo, informações do plano de governo ou a agenda de campanha", explica Lisboa.

    O sistema barateia os custos, segundo Lisboa, ao permitir que o candidato imprima folhetos menores com o código que redireciona para o conteúdo completo de sua campanha, em vez de distribuir livretos com todas as informações impressas.

    A Novari oferece ainda estatísticas de acesso ao material, como quais conteúdos são mais acessados.

    O serviço custa R$ 2.500 para vereadores e R$ 15 mil para prefeitos -a diferença, diz Lisboa, é que a campanha para cargo executivo tem maior exposição na mídia e demanda mais trabalho que a de cargos legislativos.

    Outra empresa que aproveitou a campanha eleitoral mais enxuta foi a Vizion, de Campo Grande (MS).

    Ela criou um programa de gerenciamento, com serviços como gestão de comitê (com controle de recibos e materiais), de comunicação (envio segmentados de e-mails e SMS, recados internos) e de campanha (agenda).

    "Fornecemos um serviço que permite melhor relacionamento com o eleitor, controlando todos os atendimentos feitos no gabinete", diz Flávio Pereira Fraga, 43, presidente da empresa.

    Segundo ele, as cerca de 200 campanhas que atendeu este ano tiveram redução de orçamento.
    O serviço varia entre R$ 299 e R$ 999 ao mês e inclui um consultor que tira dúvidas e dá dicas.

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