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    Dólar sobe a R$ 3,22 com possível alta dos juros nos EUA em março; Bolsa cai

    EULINA OLIVEIRA
    DE SÃO PAULO

    13/01/2017 18h45

    O dólar voltou a se valorizar frente à maior parte das moedas, principalmente de países emergentes, nesta sexta-feira (13). O motivo é o aumento das apostas de alta dos juros americanos em março deste ano, apenas três meses após o último aumento das taxas.

    No Brasil, o dólar comercial, utilizado em contratos de comércio exterior, avançou 1,47%, a R$ 3,2230, terminando a semana estável em relação à sexta-feira anterior.

    A moeda americana à vista, referência no mercado financeiro, subiu 1,15%, a R$ 3,2116. No acumulado da semana, porém, recuou 0,30%.

    As especulações sobre a intensificação do aperto monetário nos Estados Unidos aumentaram com a divulgação de dados positivos de vendas no varejo e de preços ao produtor em dezembro. Outro fator é a manutenção da confiança dos consumidores em níveis altos em janeiro.

    Além disso, a presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), Janet Yellen, afirmou nesta quinta-feira (12) à noite que a economia americana está indo bem e não enfrenta nenhum obstáculo sério de curto prazo. Yellen afirmou ainda que a inflação está muito perto de alcançar a meta de 2% ao ano.

    Segundo cálculos da agência Bloomberg, a probabilidade de elevação dos juros americanos em março subiu de 27,8% na quinta-feira (12) para 31,3% nesta sexta. Para a reunião de fevereiro do Fed, a chance de alta é de apenas 12,4%.

    Na véspera, o dólar caiu mundialmente depois que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, não detalhou seu plano para acelerar a economia durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (11).

    Trump toma posse na próxima sexta-feira (20), e investidores aguardam indicações de como será a política econômica do republicano. Uma eventual guerra comercial com a China gera cautela no mercado.

    No caso do câmbio doméstico, Cleber Alessie, operador da corretora H.Commcor, afirma que o dólar baixo elevou a demanda pela moeda. "O dólar abaixo dos R$ 3,20 atrai compra." Na sessão anterior, o dólar fechou na casa dos R$ 3,17, menor patamar em dois meses.

    O mercado de juros futuros acompanhou o movimento do dólar e terminou em alta, depois da forte queda na véspera, quando reagiu ao corte mais agressivo da taxa básica de juros (Selic) pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central.

    Nesse mercado, investidores buscam proteção contra flutuações dos juros negociando contratos para diferentes vencimentos.

    BOLSA

    O Ibovespa fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,47%, aos 63.651,52 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,6 bilhões.

    Segundo operadores, o investidores aproveitaram para embolsar parte dos lucros com o forte ganho da véspera, quando avançou 2,41%.

    Na semana, o principal índice da Bolsa acumulou alta de 3,22%. No mês até agora, registra valorização de 5,69%.

    As ações da Petrobras recuaram 1,38% (PN) e 0,70% (ON). Os papéis da Vale subiram 2,40% (PNA) e 3,05% (ON). As ações preferenciais da Bradespar, acionista da mineradora, subiram 6,18%, liderando as altas do Ibovespa.

    Os papéis do setor financeiro recuaram: Itaú Unibanco PN (-2,04%); Bradesco PN (-0,79%); Bradesco ON (-0,51%); Banco do Brasil ON (-2,60%); e Santander unit (-0,31%).

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