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    operação carne fraca

    Juiz manda libertar últimos presos temporários da Operação Carne Fraca

    DA AGÊNCIA BRASIL
    DE SÃO PAULO

    26/03/2017 17h59

    Bruno Santos/Folhapress
    São Paulo, SP, BRASIL, 17-03-2017: Preso (não identificado) da operação nomeada Carne Fraca, chega escoltado por agentes na sede da Polícia Federal, em um carro à paisana. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress) *** SUP-ESPECIAIS *** EXCLUSIVO FOLHA***
    Operação da Polícia Federal foi deflagrada no último dia 17

    O juiz federal Marcos Josegrei da Silva determinou a soltura de três presos temporários na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. São eles: Rafael Nojiri Gonçalves, Antônio Garcez da Luz e Brandízio Dario Júnior.

    A decisão do juiz, que é responsável pela operação, foi tomada neste sábado (25). Os três eram os últimos que ainda estavam presos temporariamente, uma vez que o magistrado havia prorrogado a custódia deles por mais cinco dias.

    No dia 22, o juiz já havia determinada a liberação de outros oito presos temporários.

    Garcez da Luz e Dario Junior que eram chefes de unidades de inspeção no interior do Paraná. Já Rafael Nojiri Gonçalves é filho do fiscal Daniel Gonçalves Filho, supostamente líder da organização criminosa.

    Deflagrada pela Polícia Federal (PF), no último dia 17, a Operação Carne Fraca apura corrupção na Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Paraná (SFA/PR) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    No rol de empresas investigadas pela Polícia Federal estão a JBS, dona das marcas Seara e da Big Frango; a BRF, controladora da Sadia e da Perdigão; e os frigoríficos Larissa, Peccin e Souza Ramos.

    A PF investiga o pagamento de propinas a fiscais federais agropecuários e agentes de inspeção em razão da comercialização de certificados sanitários e aproveitamento de carne estragada para produção de gêneros alimentícios.

    Segundo a PF, os fiscais investigados na operação recebiam propina das empresas para emitir certificados sanitários sem fiscalização efetiva da carne.

    O esquema permitiria que produtos com prazo de validade vencido e com composição adulterada chegassem a ser comercializados. De acordo com a operação, eram usadas substâncias para "maquiar" a carne vencida.

    Ao todo, foram expedidos 27 mandados judiciais de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão.

    Ao todo, 21 frigoríficos são investigados na operação e tiveram a licença de exportação suspensa. Além disso, o Ministério da Agricultura afastou 33 fiscais de suas atividades.

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