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    Previdência

    Equipe econômica vê concessão precoce na reforma da Previdência

    BRUNO BOGHOSSIAN
    LAÍS ALEGRETTI
    GUSTAVO URIBE
    DE BRASÍLIA

    07/04/2017 02h00 - Atualizado às 11h10

    A estratégia política de flexibilizar a reforma da Previdência antes que o texto fosse votado na comissão, para evitar uma derrota no Congresso, incomodou a equipe econômica do governo.

    Na reunião desta quinta-feira (6) em que as mudanças foram decididas, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) apontou que era muito cedo para fazer concessões no texto e que a proposta corria o risco de chegar fragilizada e desfigurada ao plenário.

    Michel Temer respondeu que era mais importante atingir o consenso antes da votação na comissão, o que abriria caminho para aprovação em plenário.

    Segundo participantes do encontro, Temer reconheceu que a proposta do governo não seria aprovada e que uma legislação mais flexível seria melhor que uma derrota.

    Meirelles deixou a reunião contrariado. Uma placa com seu nome chegou a ser posta sobre a mesa na entrevista em que o governo explicaria as mudanças, mas ele foi substituído por Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo).

    Reunido com sua equipe à tarde, Meirelles adotou um discurso de apoio ao que chamou de "reforma possível" e disse que era melhor não adiar o anúncio das alterações.

    A decisão de anunciar a flexibilização foi tomada na quarta (5), após um monitoramento do Planalto demonstrar recuos na base aliada.

    O governo tinha receio de que a mudança causaria impacto no mercado financeiro, mas decidiu seguir em frente ao constatar que a expectativa de derrota seria pior.

    Diante do cenário, Temer vai reforçar pessoalmente as investidas sobre aliados. No dia 17, véspera da apresentação do relatório do projeto, vai receber 400 deputados e economistas no Alvorada.

    HORA DA BARGANHA - Governo autoriza deputados da base aliada a negociar pontos essenciais da reforma da Previdência

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