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    operação carne fraca

    Operação da PF domina conversas em feira do gado no Paraná

    WILHAN SANTIN
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

    11/04/2017 02h00

    Carllos A Bozelli/Futura Press/Folhapress
    Feira do gado em Londrina (PR)
    Feira do gado em Londrina (PR)

    A Carne Fraca esteve em praticamente todas as rodas de conversa da 57ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, encerrada no domingo (9), uma das mais importantes do setor no país.

    Enquanto os números parciais dos negócios realizados na feira indicam o início de uma recuperação do mercado, a queda dos valores pagos pelos frigoríficos aos produtores deixa os pecuaristas insatisfeitos.

    Afrânio Brandão, 66, presidente da SRP (Sociedade Rural do Paraná), entidade organizadora do evento, afirmou que temia um fracasso na parte de pecuária da exposição. Depois, no entanto, se disse "aliviado" e estima um crescimento de 10% a 12% no volume de negócios envolvendo bovinos em comparação com 2016.

    Por outro lado, André Carioba, 47, produtor de gado em sistema de confinamento e uma das vozes mais ativas na pecuária do Paraná, é direto: "Estou desanimado [após a operação]".

    Em uma propriedade em São Sebastião da Amoreira, norte do Estado, Carioba tem capacidade de 2.160 animais para engorda, chegando a 9.000 abates por ano.

    No entanto o plantel está diminuindo. Segundo ele, as vendas para abate caíram 20% e ele está comprando 30% menos do que normalmente compraria de bezerros para engordar.

    "Antes da operação, eu vendia para um frigorífico da região por R$ 150 a arroba. Hoje, estou vendendo a R$ 143." Para ele, o preço ideal teria de ser de R$ 180.

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