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    Previdência

    Servidores da Câmara fazem protesto contra reforma da Previdência

    MARINA DIAS
    LAÍS ALEGRETTI
    DANIEL CARVALHO
    DE BRASÍLIA

    25/04/2017 16h43

    Servidores da Câmara dos Deputados fizeram nesta terça-feira (25) um protesto dentro da Casa contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Michel Temer.

    Os servidores percorreram o Salão Verde e o corredor onde fica a comissão que discute a proposta aos gritos de "se tirar direito, não será reeleito" e "se votar, não vai voltar", em referência aos deputados que apreciam o texto.

    Os manifestantes são contrários à proposta do relator da reforma na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA), que endurece as regras para os servidores que ingressaram no serviço público até 2003.

    O texto estabelece que eles terão que esperar 65 anos, para homens, e 62 anos, para mulheres, se quiserem manter direito à integralidade e paridade na aposentadoria.

    Hoje eles têm direito a paridade e integralidade —ou seja, se aposentam com um valor igual ao último salário e recebem o mesmo reajuste de quem está na ativa.

    Na semana passada, o relator chegou a dizer que iria rever a regra que dificultava o acesso a integralidade e paridade para esses servidores, mas depois voltou atrás.

    A sessão da reforma na comissão especial, marcada para discussão da proposta de Maia, foi suspensa por volta das 15h30 em razão dos manifestantes, que gritavam palavras de ordem na porta da reunião.

    A expectativa do governo é que o relatório seja aprovado na comissão na próxima semana, a partir da terça-feira (2).

    Ao ser questionado sobre a manifestação de servidores, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que o governo avalia que a proposta "está boa" e não tem pontos a serem alterados.

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