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    Bolsa destoa do exterior e sobe 0,4% em dia de Copom e votação de Temer

    DE SÃO PAULO

    25/10/2017 19h19

    A Bolsa brasileira conseguiu se afastar do movimento de baixa dos mercados acionários dos Estados Unidos e da Europa e fechou em alta nesta quarta-feira (25), em dia de decisão da taxa básica de juros e votação, na Câmara dos Deputados, da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

    O Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas, fechou em alta de 0,42%, para 76.671 pontos. O volume financeiro foi de R$ 8,7 bilhões, em linha com a média diária do ano (R$ 8,47 bilhões).

    O dólar comercial fechou estável em R$ 3,247. O dólar à vista recuou 0,24%, para R$ 3,246.

    As principais Bolsas mundiais fecharam em baixa nesta quarta. O índice Dow Jones recuou 0,48%. O S&P 500 teve queda de 0,47%, e o índice Nasdaq caiu 0,52%.

    Na Europa, a Bolsa de Londres caiu 1,05%, a de Paris recuou 0,37% e a de Frankfurt se desvalorizou 0,46%. Em Milão, a Bolsa recuou 0,81%, em Madri, caiu 0,51%, e em Lisboa, o mercado se desvalorizou 0,67%.

    Apesar do cenário ruim no exterior, a Bolsa brasileira conseguiu terminar a sessão no azul. Os investidores aguardavam o resultado da votação da segunda denúncia contra Temer na Câmara dos Deputados.

    O presidente é acusado pelo Ministério Público de obstrução da Justiça e de integrar, ao lado dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), uma organização criminosa que teria recebido ao menos R$ 587 milhões em propina.

    "Se vier um resultado forte, o mercado começa a acreditar que possa passar uma reforma da Previdência menos desidratada", afirma Pedro Galdi, analista-chefe da Magliano Corretora. "O [presidente da Câmara, Rodrigo] Maia já está até articulando fazer uma votação da reforma em pedaços, na canetada."

    O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) já indicou que vai buscar uma nova aproximação com Maia para tentar destravar a pauta econômica após a votação da denúncia.

    O corte esperado da taxa básica de juros também ajudou a Bolsa nesta quarta, ao impulsionar investimentos de risco.

    "A queda da Selic beneficia a Bolsa, porque a renda fixa perde muito apelo em relação à renda variável", complementa Galdi.

    AÇÕES

    Das 59 ações do Ibovespa, 34 subiram e 25 caíram.

    A maior alta foi registrada pelas ações ordinárias da Eletrobras, que subiram 3,45%. As ações da JBS tiveram alta de 3,23%, enquanto a Natura se valorizou 3,16%.

    As ações da Suzano encabeçaram as quedas do índice, com desvalorização de 3,61%. A Embraer teve perda de 2,01%, a segunda maior. A Força Aérea dos Estados Unidos anunciou a compra de mais seis turboélices Super Tucano da Embraer.

    A valorização da Bolsa teve impulso das ações da Petrobras, que subiram apesar da queda dos preços do petróleo nos Estados Unidos. O Brent subiu após a Arábia Saudita, principal exportadora de petróleo, reiterar sua determinação para acabar com um excedente de oferta que já dura três anos.

    As ações preferenciais da Petrobras subiram 1,27%, para R$ 16,72. Os papéis ordinários avançaram 1,01%, para R$ 17,02.

    A mineradora Vale fechou em baixa, seguindo a queda do minério de ferro. As ações ordinárias da Vale perderam 0,83%, para R$ 33,55. Os papéis preferenciais tiveram baixa de 1,08%, para R$ 31,16.

    No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco subiram 0,68%. Os papéis preferenciais do Bradesco avançaram 0,30%. As ações ordinárias do banco tiveram queda de 0,38%. As ações do Banco do Brasil se valorizaram 1,62%. As units –conjunto de ações– do Santander Brasil fecharam com alta de 1,35%.

    DÓLAR

    O dólar não teve uma tendência definida nesta quarta-feira. A moeda americana se valorizou em relação a 16 das 31 principais divisas do mundo.

    A sucessão no Federal Reserve (Fed, banco central americano) voltou a ficar no radar. Nesta sessão, o mercado digeriu a informação de que o americano Donald Trump não escolheria o conselheiro econômico Gary Cohn como novo presidente do Fed.

    Cohn desempenha um papel crucial no esforço da reforma tributária da Casa Branca, disse um funcionário do alto escalão do governo nesta quarta-feira à agência de notícias Reuters.

    Na véspera, Trump afirmou aos senadores republicanos que seu foco estava no economista da Universidade de Stanford John Taylor, no diretor do Fed Jerome Powell e na atual presidente do Fed, Janet Yellen.

    O CDS subiu 0,67%, para 172,8 pontos, no terceiro dia de alta.

    No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram queda. O DI para janeiro de 2018 recuou de 7,275% para 7,252%. A taxa para janeiro de 2019 caiu de 7,270% para 7,230%.

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