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    Previdência

    Maia diz que pautará reforma da Previdência só com certeza de vitória

    MARINA DIAS
    ANGELA BOLDRINI
    DE BRASÍLIA

    09/11/2017 15h58

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (9) que o clima para aprovar a reforma da Previdência ainda é difícil, mesmo com o novo texto apresentado pelo governo, e que só colocará a proposta em votação quando tiver certeza de vitória.

    "Não vou pautar a reforma da Previdência de qualquer forma. Acho que uma derrota do texto no plenário [da Câmara] vai ser uma sinalização muito ruim para a sociedade", disse Maia após receber o presidente Michel Temer e líderes da base aliada do governo para um café da manhã em sua residência oficial.

    Ciente de que chegou a uma encruzilhada, em que não tem tempo nem voto para articular sozinho mudanças na aposentadoria, Temer decidiu propor um texto mais enxuto que, na avaliação de Maia, vai "ajudar muito" no debate com parlamentares que ainda resistem em votar a proposta.

    Apesar disso, o presidente da Câmara evitou se comprometer com um cronograma de votação e voltou a dizer há desgaste e falta de articulação política na base de Temer. O governo espera que os deputados aprovem a reforma da Previdência até 15 de dezembro e que o texto tenha o aval do Senado no início do ano que vem.

    Maia tem duelado com Temer pela condução da agenda econômica do país e falado publicamente sobre a falta de articulação política do governo para aprovar as mudanças na aposentadoria –são necessários 308 dos 513 votos na Câmara para que o texto avance no Congresso.

    Segundo o presidente da Câmara, "todos os partidos estão dando trabalho" depois que os deputados votaram para barrar as duas denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República contra Temer.

    Maia avalia que o clima de desgaste perdura, mas pode melhorar depois do feriado de 15 de novembro, visto que Temer se empenha em uma reaproximação com os líderes da base aliada e deve antecipar a reforma ministerial prevista para abril para o fim deste ano.

    Com a redistribuição de espaço no primeiro escalão de seu governo, o presidente acredita que conseguirá o apoio para aprovar as mudanças na aposentadoria.

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