• Mercado

    Friday, 17-Nov-2017 19:04:42 BRST

    Concessionária de Confins vai à Justiça contra reabertura de Pampulha

    JOANA CUNHA
    DE SÃO PAULO

    09/11/2017 16h44

    Rodrigo Lima/Divulgação
    15 de abril de 2014 Vista aerea do Aeroporto da Pampulha. Foto:RODRIGO LIMA / NITRO/Divulgacao ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
    Vista aérea do aeroporto da Pampulha

    O Grupo CCR, por meio da BH Airport, concessionária do aeroporto internacional de Confins, entrou nesta quarta-feira (8) com um pedido de liminar no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a decisão tomada pelo Ministério dos Transportes no mês passado de reativar o aeroporto de Pampulha para a operação de voos comerciais para todo país.

    A disputa na Justiça resulta de um plano antigo da Infraero, dona de Pampulha, de retomar os voos comerciais a jato em seu aeroporto, que fica no certo de em Belo Horizonte. Esse plano vinha causando atrito desde o ano passado com seus sócios privados da BH Airport.

    Confins foi concedido em 2014 com participação da Infraero de 49%. Os acionistas privados, Grupo CCR e Aeroporto de Zurich, têm 51%.

    O terminal da Pampulha, que a partir de 2005 transferiu os voos de longa distância para Confins, ficou atuando apenas com aviação executiva e regional no Estado. Nele, só ficaram autorizados aviões menores.

    A liberação de Pampulha é vista como contraditória porque, ao mesmo tempo em que favorece a Infraero no aeroporto central, a prejudica enquanto sócia de Confins.

    "A possível operação simultânea dos aeroportos de Confins e Pampulha, além de ser comercialmente inviável, é também prejudicial ao Estado de Minas Gerais, uma vez que traz efeitos como a perda da conectividade aérea, a redução das opções de destinos ou eliminação dos voos internacionais partindo do Aeroporto Internacional", diz a CCR, sócia da BH Airport, em nota.

    A empresa também aponta como prováveis resultados da reabertura de Pampulha "o aumento nos preços das passagens pela diminuição da competição entre as companhias aéreas e a consequente degradação na qualidade dos serviços prestados aos usuários".

    A recente decisão de reativar Pampulha para voos comerciais contraria uma portaria anunciada pelo governo em maio, que enterrava o plano da Infraero de reabrir o aeroporto da Pampulha para tais voos.

    A reviravolta recente foi parte do pacote prometido pelo presidente Michel Temer ao ex-deputado Valdemar Costa Neto em troca de votos do PR para derrubar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente na Câmara dos Deputados.

    Edição impressa

    Fale com a Redação - leitor@grupofolha.com.br

    Problemas no aplicativo? - novasplataformas@grupofolha.com.br

    Publicidade

    Folha de S.Paulo 2017