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    Papa convida presidentes israelense e palestino para se reunirem no Vaticano

    DIOGO BERCITO
    ENVIADO ESPECIAL A BELÉM (CISJORDÂNIA)

    25/05/2014 08h47

    O papa Francisco convidou neste domingo (25) os presidentes de Israel e da Autoridade Nacional Palestina para reunirem-se, em junho, no Vaticano. O gesto inesperado foi rapidamente seguido do anúncio de que os líderes aceitavam o convite.

    O israelense Shimon Peres deve, assim, encontrar-se com sua contraparte palestina, Mahmoud Abbas, para discutir a paz sob os auspícios do pontífice. A viagem deve irritar o premiê israelense Binyamin Netanyahu.

    Segundo a agência Reuters, a oficial palestina Hana Amira disse que a reunião deve ocorrer no dia 6 de junho.

    Alaa Badarneh/EFE
    Papa Francisco e Mahmoud Abbas, o presidente palestino, durante encontro em Belém
    Papa Francisco e Mahmoud Abbas, o presidente palestino, durante encontro em Belém

    O apoio simbólico virá em boa hora, já que as negociações entre Israel e palestinos desmoronaram em abril, com o fim do prazo para as conversas sem nenhum resultado prático.

    Israel culpa a recente reunificação entre as fações palestinas Fatah e Hamas, enquanto palestinos exigem a soltura de presos e a interrupção da construção nos assentamentos na Cisjordânia.

    BELÉM

    O papa Francisco esteve neste domingo (25) em Belém, onde realizou uma missa diante da Igreja da Natividade, que celebra o nascimento de Jesus Cristo. Ele perguntou aos fiéis se seriam como Maria e José, que receberam o menino Jesus, ou Herodes, que quis exterminá-lo.

    Antes da missa, o pontífice havia rompido com o protocolo ao aproximar-se do muro que separa Israel da Cisjordânia e rezar com as mãos postas nele, em forte gesto simbólico.

    Palestinos esperam que o papa Francisco condene, durante sua visita, a ocupação israelense da Cisjordânia, território tomado na Guerra dos Seis Dias, em 1967, a despeito da condenação internacional.

    É pouco provável que o pontífice use de tal linguagem política. Mas ele já referiu-se ao território como "Estado da Palestina", uma entidade política que Israel não reconhece, irritando assim seus próximos anfitriões.

    O papa Francisco viaja nesta tarde para Israel, onde deve encontrar-se com o patriarca ortodoxo, na Igreja do Santo Sepulcro. Na segunda-feira (26), ele se despede do Oriente Médio.

    Com Reuters

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